Hoje, Economia da Hungria é um tema que continua a gerar interesse e debate em diversas áreas. Há anos, Economia da Hungria é objeto de pesquisas, discussões e reflexões entre especialistas e interessados no tema. A sua importância reside na sua influência em aspectos fundamentais da sociedade, da cultura e da vida quotidiana. Neste artigo, mergulharemos no mundo de Economia da Hungria para explorar suas diferentes facetas e compreender seu impacto hoje. Através de uma análise aprofundada, procuraremos lançar luz sobre os principais aspectos de Economia da Hungria e sua relevância no mundo contemporâneo.
Edifícios comerciais de Budapeste. | |
Moeda | Florim húngaro |
Ano fiscal | Ano calendário |
Blocos comerciais | OMC, União Europeia, OCDE |
Banco Central | Banco Nacional da Hungria |
Estatísticas | |
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Bolsa de valores | Bolsa de Valores de Budapeste |
PIB | |
Variação do PIB | ![]() |
PIB per capita | |
PIB por setor | agricultura 4,1%, indústria 29,1%, comércio e serviços 66,7% (2011) |
Inflação (IPC) | |
População abaixo da linha de pobreza |
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Coeficiente de Gini | 28,7 (2018)[5] |
Força de trabalho total | ![]() |
Força de trabalho por ocupação |
agricultura 4,7%, indústria 30,9%, comércio e serviços 64,4% (2010) |
Desemprego | ![]() |
Principais indústrias | mineração, metalurgia, materiais de construção, alimentos processados, têxteis, produtos químicos (especialmente produtos farmacêuticos), veículos automóveis |
Exterior | |
Exportações | ![]() |
Produtos exportados | máquinas e equipamentos 55,3%, outros manufaturados 30,6%, produtos alimentares 7,4%, matérias-primas 3,2%, combustíveis e eletricidade 3,3% (est. 2009) |
Principais parceiros de exportação | Alemanha 25%, Romênia 5,7%, Áustria 5,4%, Eslováquia 5,4%, Itália 5%, França 4,8%, Reino Unido 4,6% (2010) |
Importações | ![]() |
Produtos importados | máquinas e equipamentos 44,7%, outros produtos industrializados 41,3%, combustíveis e energia elétrica 5,1%, produtos alimentícios, matérias-primas 6,7% |
Principais parceiros de importação | Alemanha 24,7%, Rússia 8,5%, República Popular da China 8,4%, Áustria 6,2%, Eslováquia 4,9%, Polônia 4,7%, Países Baixos 4,4%, Itália 4,3% (2010) |
Dívida externa bruta | ![]() |
Finanças públicas | |
Dívida pública | ![]() |
Receitas | $61,98 bilhões (2017 est.)[9] |
Despesas | $64,7 bilhões (2017 est.)[9] |
Fonte principal: The World Factbook Salvo indicação contrária, os valores estão em US$ |
A Hungria tem uma economia de porte médio, aberta estrutural, política e institucionalmente, e integrada desde 2004 à União Europeia. Tal como outras economias do Leste Europeu, fez uma transição de uma economia centralizada e planificada para uma economia de mercado nos anos 1990. Hoje o setor privado responde por 80% do produto interno bruto do país. Os investimentos estrangeiros e a posse de empresas húngaras por particulares acumulam mais de 60 bilhões de dólares desde 1989. As medidas de austeridade propostas pelo FMI reduziram o déficit orçamentário de mais de 9% em 2006 para 3,3% do PIB em 2010.
Outrora o principal celeiro do Império Austro-Húngaro, a Hungria sempre teve na agricultura um dos seus principais setores econômicos. Essa importância do setor agrícola se deve à abundância de terras férteis e por quase 90% do seu território ser plano, o que facilita a mecanização: mais de 50% do seu território é cultivado, produzindo milho e trigo em grande quantidade.
Durante o ano de 1946, o país passou por uma crise, registrando a maior inflação já vista no mundo, atingindo os 195% ao dia, com os preços dos produtos dobrando a cada 15 horas.[10]
Sob o regime socialista, a agricultura mecanizou-se, aumentando sua produtividade e variedade. Nos anos 1980 o país produziu mais de 16 milhões de toneladas de grãos. Com o fim do regime socialista a agricultura se ressentiu da perda do apoio intensivo do Estado. Nos anos 1990 a produção reduziu-se para aproximadamente 10 milhões de toneladas, recuperando no início do século XXI sua antiga vitalidade com a produção recorde de 17 milhões de toneladas de grãos.
A industrialização do país também se intensificou a partir da tomada do poder pelos comunistas que desenvolveram intensos projetos de aproveitamento dos recursos naturais. Nos anos 1980 o setor industrial chegou a corresponder a 50% do PIB, e era considerado mais moderno e diversificado da Europa Oriental, produzindo e exportando bens de consumo duráveis e não duráveis, equipamentos elétricos, máquinas e produtos metalúrgicos.
Outro setor que se destaca é o do turismo recebendo mais de 10 milhões de turistas por ano.
As transformações que a economia húngara vem passando nos últimos anos com a privatização da economia e modernização tanto da indústria como da agricultura ocorreram sem grandes solavancos. Ao contrário de outros países do leste Europeu que sofreram muito com a reestruturação capitalista da economia, a Hungria foi relativamente bem sucedida nos anos 1990. Depois de alguns anos de retrocesso econômico o país voltou a crescer. Esse sucesso deve-se a um conjunto de fatores, entre eles por a Hungria já ter uma economia reformada desde os anos 1960, voltada tradicionalmente para exportação. Sob o regime socialista a mesma já tinha um setor industrial e agrícola competitivos, fator esse que permitiu o país enfrentar com tranquilidade os momentos mais difíceis das mudanças políticas dos anos 1990.
Na primeira década do século XXI a Hungria continuou a mostrar um forte crescimento e a trabalhar para aproximar a sua economia da média da União Europeia.
Em 2020, o país foi o 34º maior exportador do mundo (US $ 121,9 milhões em mercadorias, 0,7% do total mundial). Na soma de bens e serviços exportados, chega a US $ 134,1 bilhões e fica em 33º lugar mundial.[11][12] Já nas importações, em 2019, foi o 32º maior importador do mundo: US $ 115,5 bilhões.[13]
A Hungria produziu, em 2018[14]:
Além de outras produções de outros produtos agrícolas.[14]
Em 2019, a Hungria produziu 1,9 bilhão de litros de leite de vaca, 462 mil toneladas de carne suína, 335 mil toneladas de carne de frango, 90 mil toneladas de carne de pato, 78 mil toneladas de carne de peru, 30 mil toneladas de carne bovina, entre outros.[15]
O Banco Mundial lista os principais países produtores a cada ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2019, a Hungria tinha a 48ª indústria mais valiosa do mundo (US $ 28,9 bilhões).[16]
Em 2019, a Hungria era a 21ª maior produtora de veículos do mundo (789,8 mil). Já na produção de aço, não constava entre os 40 maiores do mundo.[17][18][19] Em 2018, o país foi o 5º maior produtor do mundo de óleo de girassol[20] e o 14º maior produtor do mundo de vinho.[21]
Nas energias não-renováveis, em 2020, o país era o 67º maior produtor de petróleo do mundo, extraindo 16,4 mil barris/dia.[22] Em 2011, o país consumia 141 mil barris/dia (68º maior consumidor do mundo).[23][24] O país foi o 43º maior importador de petróleo do mundo em 2013 (115,3 mil barris/dia).[22] Em 2015, a Hungria era o 58º maior produtor mundial de gás natural, 1,7 bilhões de m³ ao ano. Em 2019 o país era o 51º maior consumidor de gás (9,8 bilhões de m³ ao ano) e era o 24º maior importador de gás do mundo em 2010: 9,6 bilhões de m³ ao ano.[25] Na produção de carvão, o país foi o 26º maior do mundo em 2018: 8 milhões de toneladas.[26]
Nas energias renováveis, em 2020, a Hungria era o 55º maior produtor de energia eólica do mundo, com 0,3 GW de potência instalada, e o 30º maior produtor de energia solar do mundo, com 1,9 GW de potência instalada.[27]
Em 2018, a Hungria foi o 23º país mais visitado do mundo, com 17,1 milhões de turistas internacionais. As receitas do turismo, neste ano, foram de US $ 6,9 bilhões.[28]