Neste artigo, exploraremos em profundidade o impacto e a relevância de Engenharia automóvel na sociedade moderna. Engenharia automóvel tem sido um tema de interesse e debate há décadas, e a sua influência estende-se a múltiplas áreas, desde política e economia até cultura e tecnologia. Através de uma análise aprofundada, examinaremos como Engenharia automóvel moldou nossas percepções, comportamentos e relacionamentos no mundo de hoje. Além disso, abordaremos as implicações e desafios que Engenharia automóvel representa para o futuro e como a sua evolução continuará a moldar o curso da humanidade.
A engenharia automóvel, engenharia automotiva ou engenharia automobilística é um ramo da engenharia mecânica especializado nos vários tipos de veículos automóveis. Nela são aplicados elementos de ciências de base e de engenharia, elementos de engenharia mecânica, eletrotécnica, eletrónica, informática e de segurança e aperfeiçoamentos técnicos que respondem à evolução tecnológica dos automóveis, no sentido de aumentar a qualidade, competitividade e a produtividade no setor automóvel.
Vertentes da engenharia automóvel
Engenharia de produto
Crash test em que é possível ver o dispositivo antropomórfico (crash test dummy) no interior do veículo, um Hyundai Tucson, no momento da batida.
Na verdade a engenharia de produto, a engenharia automóvel atua nos seguintes aspectos: Engenharia de segurança: análise dos acidentes automóveis - incluindo o seu impacto nos ocupantes dos veículos - e o cumprimento dos parâmetros legais de segurança em veículos. Nessa análise são avaliados vários parâmetros, nomeadamente a atuação dos cintos de segurança e airbags, a resistência lateral e frontal ao choque, a resistência ao capotamento. A análise é realizada com o auxílio de várias ferramentas e métodos, como a simulação computacional de acidentes, os dispositivos antropomórficos de ensaio (crash test dummies) e os testes destrutivos (crash tests) com automóveis falsos.
Dinâmica do veículo: consiste na resposta do veículo aos seguintes aspetos: carga, condução, direção, travagem e tração. O projeto dos sistemas de suspensão, direção, estrutura, rodas, pneus e controlo de tração são alvo de uma grande atenção por parte dos engenheiros de dinâmica, no sentido de dotarem o veículo das qualidades dinâmicas desejadas.
Ruídos, vibração e aspereza (NVH, noise, vibration and harshness): a NVH é a impressão tátil e auditiva do motorista em relação ao veículo. Enquanto que a impressão auditiva pode ser interpretada como um chocalhar, um guinchar ou um assobiar, a impressão tátil pode ser sentida como uma vibração no volante. Estas impressões são geradas por componentes em fricção, em vibração ou em rotação ou por outros aspetos como o vento. Um engenheiro de NVH procurará eliminar as más características de ruídos, vibração e dureza de um automóvel.
Desempenho: o mesmo consiste num valor mensurável e testável relativo à capacidade do veículo de se comportar em várias condições. O desempenho pode ser considerado em termos de uma série de parâmetros, mas está geralmente associado à rapidez com que um automóvel pode acelerar (dos 0 km/h aos 100 km/h), a rapidez de travagem (dos 100 km/h aos 0 km/h), a quantidade de forças g que pode gerar sem derrapar, capacidade de curva e outras. O desempenho também pode refletir a capacidade de controlo do veículo em condições climatérias adversas, como a chuva, a neve e o gelo.
Durabilidade e corrosão: avaliação de um veículo no que diz respeito à sua vida útil. Nesta avaliação entram fatores como a quilometragem total, a condução em condições adversas e os banhos corrosivos de sal.
Ergonomia: análise e projeto das condições de acomodação dos ocupantes de um veículo, de entrada e saída, campo de visão do motorista, acesso aos pedais, volante e outros controlos, bem como de outros aspetos do conforto.
Climatização: condições de conforto ambiental dentro da cabina de um automóvel, no que diz respeito à temperatura e humidade.
Facilidade de condução: a resposta do veículo às diversas condições de condução.
Custo: o custo de um modelo automóvel tem em conta, normalmente, os custos variáveis do veículo e dos seus extras, bem como os custos fixos associados ao seu desenvolvimento. Existem também custos associados às garantias e ao marketing.
Viabilidade de produção: existe o risco elevado de um componente automóvel ser projetado de uma forma que torna difícil ou impossível a sua correta fabricação. Os engenheiros de produto automóvel terão que trabalhar em conjunto com os engenheiros de produção industrial no sentido dos projetos resultantes serem fáceis e económicos de fabricar e montar, mantendo a sua funcionalidade e aparência.
Engenharia de desenvolvimento
Em comparação com a engenharia de produto que trata de cada sistema individualmente, a engenharia de sistemas ou de desenvolvimento aborda a interação dos diversos sistemas do automóvel, de modo a cumprirem os requisitos ditados pelos fabricantes, pelas imposições legais e pelo consumidor. Conquanto existem múltiplos componentes e sistemas num automóvel que se destinam a desempenhar uma função específica, os mesmos também têm que funcionar em harmonia com os restantes. Por exemplo no caso dos travões, apesar da sua função principal ser a de permitir que o automóvel trave, os mesmos também têm que permitir um níveis aceitáveis de conforto no pedal, de ruído de travagem e de interação com o sistema ABS.
Outro aspeto abordado pela engenharia de desenvolvimento é o processo de compensação entre uns atributos e outros, de modo a que o automóvel se torne num conjunto equilibrado. Um exemplo, é o equilíbrio entre o desempenho do motor e a economia de combustível. Do ponto de vista do motor, estes são fatores opostos. O fator desempenho privilegia um motor grande e potente, enquanto que, pelo contrário, a economia de combustível privilegia um motor menor.
A engenharia de desenvolvimento também está encarregue de organizar o teste, a validação e a certificação dos automóveis. Os componentes e os sistemas são projetados e testados individualmente pelos engenheiros de produto. Contudo, a avaliação final terá que ser feita ao nível do veículo completo, no sentido de serem avaliadas as interações entre os vários sistemas. Por exemplo, o sistema de som do automóvel tem que ser avaliado ao nível do veículo, para se verificar se o mesmo causa interferência com outros componentes eletrónicos, se o som é sentido em todos os lugares do automóvel e se os controlos estão facilmente acessíveis.
Outras vertentes da engenharia automóvel
A engenharia automóvel também intervém em vertentes como as da aerodinâmica automotiva e da carroçaria do automóvel, conjugando a estética, com o aerodinamismo e a viabilidade de fabrico dos componentes da carroçaria.
Engenheiros de automóveis
Áreas de atuação
No âmbito da sua profissão, os engenheiros automóveis atuam, normalmente, nas seguintes áreas:
Desenvolvimento, projeto, fabrica de montagem de equipamentos e sistemas para veículos automóveis, motocicletas, máquinas industriais e agrícolas;
Consultoria do setor automóvel;
Serviços técnicos de importadores e representantes de equipamentos para o setor automóvel;
Entidades que operam no setor de inspeção, homologação, legislação automóvel e centros de formação de condutores de veículos;
Apoio técnico especializado em equipamentos de competição automobilística;
Centros de formação técnica de fabricantes de veículos automotores;
Exploração de frotas de veículos e de transportes públicos ou privados.
como empreendedor, no qual o engenheiro trabalha por conta própria.
Formação
A maioria dos engenheiros de automóveis obtém a sua formação académica através de um curso superior de engenharia mecânica de banda larga, especializando-se depois no setor automóvel. Contudo, alguns estabelecimentos de ensino superior ministram cursos de graduação e de pós-graduação específica em engenharia automóvel.Mylon Gay
No Brasil
No Brasil, existem cursos de engenharia automotiva em várias universidades, incluindo: