No mundo atual, GSM-R é um tema que tem ganhado relevância em diversas áreas da sociedade. Da política à cultura popular, GSM-R captou a atenção de milhões de pessoas em todo o mundo. O seu impacto tem-se reflectido nas discussões académicas, nos debates políticos e na vida quotidiana das pessoas. Neste artigo, exploraremos as diferentes facetas de GSM-R e como ela moldou e transformou a maneira como vivemos, pensamos e nos relacionamos com o mundo que nos rodeia.
O GSM-R (em inglês: Global System for Mobile Communications – Railway ou GSM-Railway) é o subsistema de comunicação do Sistema europeu de gestão do tráfego ferroviário (ERTMS). É um padrão internacional de comunicações sem fio para as comunicações ferroviárias e as suas aplicações.
Subsistemas | Sistema Europeu de Gestão do Tráfego Ferroviário European Rail Traffic Management System (ERTMS) | |||
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GSM-R | Sistema Europeu de Controlo Ferroviário | Camada Europeia de Gestão do Tráfego | Regras Operacionais Europeias | |
Comunicação | Sinalização e Controlo | Gestão do Tráfego | Métodos Comuns de Segurança Especificações Técnicas de Interoperabilidade | |
Nome em inglês | Global System for Mobile Communications – Railway | European Train Control System (ETCS) | European Traffic Management Layer (ETML) | European Operating Rules (EOR) |
O GSM-R é usado para a comunicação entre os comboios (trens) e os centros do controlo de regulação ferroviária e está baseado nas especificações GSM e EIRENE - MORANE que garantem um desempenho para velocidades de até 500 km/h (310 mph), sem qualquer perda de comunicação.
O GSM-R poderia ter sido suplantado pelo LTE-R, cuja primeira implementação deste produto ocorreu na Coreia do Sul. No entanto, o LTE é geralmente considerado um protocolo 4G, e o programa FRMCS (Future Railway Mobile Communication System) da UIC está a considerar adotar um produto baseado em 5G (especificamente 3GPP R15/16), saltando assim duas gerações tecnológicas.
O GSM-R baseia-se na tecnologia GSM e beneficia-se das economias de escala da sua antecessora tecnologia GSM, com o objetivo de ser um substituto digital de baixo custo para as redes existentes de cabo incompatíveis e as redes ferroviárias de rádio analógicas. Há relatos que confirmam a existência de mais de 35 sistemas diferentes de comunicação apenas na Europa.
Este padrão é o resultado de mais de dez anos de colaboração entre as várias companhias ferroviárias europeias, com o objetivo de alcançar a interoperabilidade através de uma plataforma de comunicação única. O GSM-R faz parte da norma Sistema Europeu de Gestão do Tráfego Ferroviário (European Rail Traffic Management System, ERTMS) e transporta as informações da sinalização diretamente para o maquinista, possibilitando velocidades e densidade de tráfego mais altas e com um alto nível de segurança.
As especificações foram finalizadas em 2000, com base no projeto MORANE (Rádio Móvel para Redes Ferroviárias na Europa, em inglês: Mobile Radio for Railways Networks in Europe) financiado pela União Europeia. A especificação está a ser atualizada pelo projeto ERTMS da União Internacional dos Caminhos-de-Ferro (UIC). O GSM-R foi o padrão selecionado por 38 países em todo o mundo, incluindo todos os estados membros da União Europeia e países da Ásia, Eurásia e norte de África.
GSM-R é uma plataforma segura para a comunicação de voz e dados entre a equipa operacional ferroviária, incluindo maquinistas, factores, despachantes, membros da equipa de manobras, engenheiros ferroviários e controladores de estação. Ele oferece recursos como chamadas em grupo (VGCS), transmissão de voz (VBS), ligações baseadas em localização e preferência de chamada em caso de emergência. Isto oferece suporte a aplicações como o rastreamento da carga, a vigilância por vídeo nos comboios (trens) e nas estações e serviços de informação aos passageiros.
O GSM-R é tipicamente implementado usando antenas dedicadas nas estações base próximas à linha férrea, com a cobertura nos túneis efetuada utilizando antenas direcionais ou através da transmissão por cabo radiante (leaky feeder). A distância entre as estações base é de 7–15 km (4,3–9,3 mi). Isto cria um alto grau de redundância e uma maior disponibilidade e confiabilidade. Na Alemanha, Itália e França, a rede GSM-R tem entre 3.000 e 4.000 estações base. Em áreas onde são utilizados os Níveis 2 e 3 do Sistema Europeu de Controlo Ferroviário (ETCS Níveis 2 e 3), o comboio (trem) mantém uma ligação por modem digital com comutação de circuito para o centro de controlo do comboio (trem) em todos os momentos. Este modem opera com uma maior prioridade do que os utilizadores normais (eMLPP). Se a ligação do modem for perdida, o comboio (trem) irá parar automaticamente.
O GSM-R é uma camada do ERTMS (Sistema Europeu de Gestão do Tráfego Ferroviário, em inglês: European Rail Traffic Management System) que é composto por:
O GSM-R está padronizado para ser implementado na banda de frequência E-GSM (900 MHz-GSM) ou DCS 1800 (1.800 MHz-GSM), ambas usadas em todo o mundo.
A Europa inclui os estados membros da CEPT (Conferência Europeia das Administrações de Correios e Telecomunicações), que engloba todos os membros da UE e Albânia, Andorra, Azerbaijão, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Islândia, Liechtenstein, Macedónia do Norte, Moldávia, Mónaco, Montenegro, Noruega, Rússia, San Marino, Sérvia, Suíça, Turquia, Ucrânia, Reino Unido e Cidade do Vaticano.
O GSM-R usa uma banda de frequência específica, que pode ser descrita como a banda GSM-R padrão:
Na Alemanha, esta banda foi estendida com canais adicionais na faixa dos 873-876 MHz e 918-921 MHz. Sendo usada anteriormente para os sistemas de rádio troncalizados regionais, o uso total das novas frequências iniciou em 2015.
O GSM-R ocupa uma ampla faixa dos 4 MHz da banda E-GSM (900 MHz-GSM).
O GSM-R ocupa uma ampla faixa dos 1,6 MHz da banda P-GSM (900 MHz-GSM) cuja manutenção é assegurada pela agência Ferrovias Indianas:
O GSM-R está a ser implementado na banda DCS 1800:
A banda DCS 1800 foi inicialmente dividida e leiloada em parcelas emparelhadas cada uma de 2 × 2,5 MHz com espaçamento duplex de 95 MHz. Os operadores ferroviários estaduais adquiriram seis parcelas, na sua maioria não agrupadas, que cobrem 2 × 15 MHz do espetro para implementar o GSM-R.
Os operadores ferroviários estaduais re-licenciaram 2 x 10 MHz do espectro de 1800 MHz, em Adelaide, Brisbane, Melbourne, Perth e Sydney, para assegurar a segurança ferroviária e as comunicações para o controlo ferroviário. Todos, exceto o Departamento do Planeamento dos Transportes e Infraestrutura da Austrália do Sul (Adelaide), re-licenciaram 2 x 5 MHz de espectro de 1800 MHz a taxas comerciais estabelecidas pelo governo australiano.
A modulação usada é a modulação GMSK (Gaussian Minimum-Shift Keying). O GSM-R é um sistema de Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo (em inglês: Time-division multiple access, TDMA). A transmissão dos dados é feita por quadros (frames) TDMA periódicos (com período de 4,615 ms), para cada frequência portadora (canal físico). Cada quadro (frame) TDMA está dividido em 8 intervalos de tempo, denominados canais lógicos (577 µs de comprimento, em cada intervalo de tempo), transportando 148 bits de informação.
Há preocupações de que a comunicação móvel LTE afete o GSM-R, uma vez que lhe foi atribuída uma banda de frequência bastante próxima à do GSM-R. Isto poderia causar distúrbios no ETCS, travagem de emergência aleatória devido à perda das comunicações, etc.
Como resultado, há uma tendência crescente para monitorizar e gerir a interferência no GSM-R usando testes ativos e automatizados a bordo dos comboios (trens) e ao longo da via férrea.
A especificação do padrão GSM-R está dividida em duas especificações EIRENE:
O EIRENE define as Especificações Técnica de Interoperabilidade (ETI) como o conjunto das especificações obrigatórias a cumprir para manter a compatibilidade com as outras redes europeias; as ETI atuais são o FRS 7 e o SRS 15. O EIRENE também define as especificações não obrigatórias, designadas como a versão provisória, que definem as características extras que se tornarão obrigatórias nas próximas ETI. As versões provisórias atuais são FRS 7.1 e SRS 15.1. As especificações do GSM-R são bastante estáveis.
A versão atual do GSM-R pode ser executada tanto nas redes R99 como nas R4 3GPP.
O GSM-R permite novos serviços e aplicações para as comunicações móveis em vários domínios:
É usado para transmitir dados entre os comboios (trens) e os centros da regulação ferroviária com os Níveis 2 e 3 do ETCS. Quando o comboio (trem) passa por uma eurobaliza, ele transmite a sua nova posição e a sua velocidade, recebe de retorno a autorização (ou a recusa) para entrar na próxima linha e a sua nova velocidade máxima. Além disso, os sinais da via tornam-se redundantes.
Tal como outros dispositivos GSM, o equipamento GSM-R pode transmitir dados e voz. Os novos recursos GSM-R para a comunicação móvel são baseados em GSM e são especificados pelo projeto EIRENE. Os recursos da operação de chamada são:
Existem outros recursos adicionais:
As seguintes definições dos recursos dos Itens Avançados de Chamadas de Voz (em inglês: Advanced Speech Call Items, ASCI) fazem parte da Especificação dos Requisitos do Sistema (em inglês: System Requirements Specification, SRS), conforme definido pelo padrão EIRENE.
O Serviço de Chamada de Voz em Grupo (em inglês: Voice Group Call Service, VGCS) permite que um grande número de utilizadores participe numa mesma chamada. Este recurso imita a chamada de grupo analógica Rede Móvel Privada (em inglês: Private Mobile Radio, PMR) com a tecla Pressione para Falar (em inglês: Push-to-Talk, PTT).
Três tipos de utilizadores podem ser definidos: o Locutor, o Ouvinte e o Despachante. O locutor pode tornar-se num ouvinte ao largar a tecla PTT e um ouvinte torna-se num locutor ao pressionar a tecla PTT.
Uma vantagem do VGCS em comparação com as chamadas multipartes (recurso das chamadas em conferência GSM) é a eficiência do espetro. De fato, quando muitos utilizadores estão na mesma célula, eles vão usar apenas uma frequência para todos os ouvintes e duas frequências para o locutor (como nas chamadas ponto a ponto). Numa chamada com vários participantes, um intervalo de tempo fica reservado a cada utilizador. A segunda vantagem em relação às chamadas multipartes é que não é necessário saber quais são os telemóveis (celulares) que vão participar na chamada. Uma chamada VGCS é estabelecida numa base puramente geográfica, desde que um telemóvel (celular) tenha sido previamente configurado para receção do grupo em questão.
O Serviço de Transmissão de Voz (em inglês: Voice Broadcast Service, VBS) é uma chamada de grupo de transmissão: isto significa que, em comparação com o VGCS, apenas o iniciador da chamada pode falar. Os outros que entrarem na chamada só podem ser ouvintes. Este tipo de chamada é utilizada principalmente para transmitir mensagens gravadas ou fazer anúncios.
A Chamada de Emergência Ferroviária (em inglês: Railway Emergency Call, REC) é uma chamada de grupo (ou VGCS), dedicada a uma emergência. É a chamada de prioridade mais alta (a prioridade da REC é o Nível 0 – consultar em baixo: eMLPP).
A Chamada de Emergência de Desvio (em inglês: Shunting Emergency Call, SEC) é uma chamada de grupo reservada com o número 599. A chamada é estabelecida com um nível de prioridade de emergência Nível 0, que é o nível de maior prioridade possível. A SEC está configurada para ser utilizada com dispositivos registados para operações de desvio. O estabelecimento desta chamada conduz à aceitação automática da chamada em todos os dispositivos configurados dentro da área atual ou no grupo de células configurado.
O Serviço de Precedência e Preempção Multinível (em inglês: Multi-Level Precedence and Pre-emption Service, eMLPP) define a prioridade do utilizador. Os diferentes níveis de prioridade são:
Um recurso de Atendimento Automático (Auto-Answering) com temporizador (timer) também está disponível para as chamadas com prioridades dos Níveis 0, 1 e 2.
O documento EIRENE SRS define um plano de numeração fixa para o GSM-R. É definido por prefixos numéricos.
Prefixo | Definição da utilização |
---|---|
1 | Reservado para códigos curtos |
2 | Número da Automotora |
3 | Número da Locomotiva (Unidade Motora) |
4 | Número da Carruagem |
50 | Chamadas em grupo |
51 | Chamadas de transmissão |
52–55 | Reservado para utilização internacional |
56–57 | Reservado para utilização nacional |
58 | Reservado para utilização do sistema |
59 | Reservado para utilização do sistema |
6 | Membros da equipa de manutenção e desvio |
7 | Controladores ferroviários |
8 | Número do Assinante do Serviço Móvel |
9 | Reservado para códigos de fuga e utilização nacional |
0 | Reservado para acesso público ou a outras redes do GSM-R |
Estes números são utilizados para registo funcional e entradas fixas para o MSISDN ou códigos de marcação curtos conforme definido no HLR. O código 807660, por exemplo, define um MSISDN de um assinante de um serviço móvel. O número 23030301, por exemplo, define um número funcional de uma composição ferroviária associada à locomotiva número 30303 e à função do utilizador 01.
As principais caraterísticas do EIRENE são:
O recurso Confirmação do Fim da Chamada (End Call Confirmation) só está disponível para chamadas de grupo (VGCS) e chamadas de transmissão (VBS) de prioridade mais alta (prioridade de Nível 0) (consultar encima o eMLPP).
Consiste num relatório de fim de chamada enviado por todas as estações móveis que aderiram à chamada de alta prioridade (iniciador incluído). Este relatório informa sobre:
Se o relatório não puder ser enviado (encerramento da estação móvel pelo utilizador ou encerramento devido à bateria fraca), a estação móvel tentará novamente (várias vezes se for necessário) enviar o relatório da próxima vez que for ligada.
O modo de desvio (shunting mode) é o aplicação que regula e controla o acesso do utilizador às comunicações de desvio.
Um Sinal de Garantia de Ligação (em inglês: Link Assurance Signal, LAS) é fornecido para garantir ao maquinista que o ligação ao rádio está a funcionar.
O modo direto (direct mode) é o modo walkie-talkie (estações móveis a conversar entre si sem rede) e foi proposto para o EIRENE, mas ainda nunca foi aplicado desde que está baseado em rádio analógico.
A Sagemcom afirma que já criou um modo direto para o GSM, mas atualmente o mesmo ainda não é reconhecido pela especificação do GSM-R, e não dispõe ainda de uma alocação de frequência.
Diferentes grupos compõem o mercado do GSM-R:
Os operadores de rede e os operadores ferroviários
País | Gestor da Rede Ferroviária | Operador Ferroviário | Equipamento |
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Argélia | SNTF | SNTF/ANESRIF | Kontron/Frequentis AG |
Áustria | ÖBB-IKT GmbH | ÖBB | Kontron/WINGCON |
Austrália | Department of Transport Victoria | Metro Trains Melbourne | Nokia Networks/WINGCON |
Austrália | UGL | Transport Asset Holding Entity | Huawei/Frequentis AG |
Bélgica | Infrabel | NMBS/SNCB | Kontron/Nokia Siemens |
Bulgária | NRIC | NRIC | Kontron/WINGCON/Frequentis AG |
China (República Popular da) | China Ministry of Railway | CR | Huawei/ZTE |
Chéquia | Správa železnic | ČD | Kontron |
Dinamarca | Banedanmark | DSB | Nokia Networks + WINGCON/Wenzel Elektronik/Frequentis AG |
França | SNCF Réseau | SNCF | Kontron/WINGCON |
França/Reino Unido | Getlink | Getlink | Kontron/WINGCON/Trans Data Management |
Alemanha | DB Netz | DB | Kontron/WINGCON/Frequentis AG |
Reino Unido | Network Rail | Diversos operadores de passageiros com concessões de serviço público | Siemens Mobility + Kontron/WINGCON/Frequentis AG |
Grécia | OSE S.A. | TrainOSE | Nokia Networks |
Hungria | VPE | MÁV | Kontron/WINGCON/Frequentis AG |
Índia | Nokia Siemens Networks | Ferrovias Indianas | Nokia Siemens/WINGCON + Kontron/Frequentis AG |
Irlanda | CIÉ | IÉ | Kontron/WINGCON/Frequentis AG |
Estado de Israel | Israel Railways | Israel Railways | Nokia Networks + Motorola Solutions |
Itália | RFI | Trenitalia | Nokia Networks + Kontron |
Lituânia | Lithuanian Railways | Lithuanian Railways | Kontron/WINGCON/Frequentis AG |
Luxemburgo | CFL | CFL | Kontron/WINGCON |
Países Baixos | Mobirail | NS | Nokia Networks/KPN |
Noruega | BaneNor | Vy/SJ Nord/GoAhead Nordic | Nokia Networks/WINGCON/Frequentis AG |
Polónia | PKP PLK | PKP Intercity & others | Nokia Networks + Kontron/WINGCON/Frequentis AG |
Arábia Saudita | Thales Group together with Nokia Networks | Saudi Arabian Railways | |
Arábia Saudita | AlShoula together with ADIF | Saudi Arabian Organisation | Kontron/WINGCON/Frequentis AG |
Eslováquia | ŽSR | ZSSK | Kontron/WINGCON |
Eslovénia | AZP | SŽ | Kontron/WINGCON/Iskratel, d.o.o |
Espanha | ADIF | Renfe | Nokia Networks + Kontron |
Suécia | Trafikverket | SJ, Hector Rail, Green Cargo | Nokia Networks + WINGCON/Wenzel Elektronik |
Suíça | Siemens together with SBB Telecom | SBB/CFF/FFS | WINGCON/Frequentis AG |
Suíça | NSS/BSS: Siemens together with SBB Telecom | BLS Switzerland | Trans Data Management AG |
Turquia | – | Turkish State Railways | Kontron/Frequentis AG |
Turquemenistão | – | Turkmen Railways | Huawei |
País | Gestor da Rede Ferroviária | Operador Ferroviário |
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Crácia | HŽ |
País | Gestor da Rede Ferroviária | Operador Ferroviário |
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Bangladesh | Bangladesh Railway | Bangladesh Railway |
Irlanda do Norte | – | NIR |
Rússia | – | Ferrovias Russas |
E.U.A. | US-DOT | Amtrak |