Imigração alemã no Espírito Santo

No artigo a seguir, exploraremos o fascinante mundo de Imigração alemã no Espírito Santo. Desde o seu impacto na sociedade até às suas múltiplas aplicações em diferentes áreas, Imigração alemã no Espírito Santo tem captado a atenção de pessoas de todas as idades e interesses. Iremos nos aprofundar em sua história, analisar sua relevância hoje e discutir possíveis perspectivas futuras. Além disso, examinaremos de perto os benefícios e desafios que Imigração alemã no Espírito Santo apresenta, oferecendo uma visão completa e equilibrada deste tópico interessante. Junte-se a nós nesta jornada para descobrir tudo o que Imigração alemã no Espírito Santo tem a oferecer.

No Espírito Santo, os principais imigrantes de origem germânica foram os pomeranos (provenientes de áreas hoje distribuídas entre a Alemanha e a Polônia, Pomerânia).[1] A imigração alemã se deu entre 1846 e 1879, se estabeleceram principalmente no Centro-Sul do Espírito Santo, a primeira colônia fundada foi a de Santa Isabel , cuja sede, denominada pelos primeiros alemães de Campinho, foi construída a primeira igreja luterana da América do Sul.

No século XIX, entraram no Espírito Santo 3 933 alemães e foi computada a entrada de 79 alemães a partir do ano de 1900, totalizando a entrada de 4 012 indivíduos. Embora contados como "alemães", a maioria desses indivíduos eram provenientes da então província da Pomerânia, principalmente da parte oriental daquela província, das cidades de Belgard, Greifenberg, Kolberg (Kołobrzeg), Kowal, Labes (Łobez), Regenwald e arredores. Essa região desde o fim da denominada segunda guerra mundial passou a fazer parte da Polônia.[1]

Regiões de origem dos alemães entrados no Espírito Santo (1812-1900)[1]
Região Número de imigrantes
Pomerânia 2 224
Renânia 247
Hesse 240
Prússia 226
Saxônia 194
Outras regiões 351
Total 3 933
Não consta 451

Os pomeranos começaram a chegar ao estado no ano de 1859, se dirigiram um pouco mais ao norte que os alemães, se estabelecendo principalmente em Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins, Os pomeranos estabeleceram suas colônias em total isolamento do resto do Estado, preservando muito de sua cultura e hábitos, como por exemplo o idioma, sendo a cidade de Santa Maria de Jetibá uma cidade bilíngue.

Um número considerável de imigrantes também eram originários da região da Renânia, sobretudo das montanhas do Hunsrück, no vale do rio Reno. Dos alemães que foram para o Espírito Santo, 63% eram oriundos da Pomerânia, 7% da Renânia e 7% de Hesse, 6% da Prússia, 6% da Saxônia, 3% de Vestfália, 2% de Baden, 2% de Brandemburgo, 1% da Baviera e outro porcento de outras regiões.[1]

Esse número reduzido de alemães que imigrou para o Espírito Santo a partir do ano de 1847 se multiplicou e deu origem a uma quantidade considerável de descendentes. Segundo estimativas do historiador Jean Roche, no ano de 1930 havia 30 mil descendentes de alemães no estado (cerca de 4% da população total), número que saltou para 70 mil indivíduos em 1961 (aproximadamente 5% da população capixaba).

Referências

  1. a b c d «Estatísticas». 2003. Consultado em 21 de julho de 2012. Cópia arquivada em 23 de setembro de 2015