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Jim Hines | |||||||||||||
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campeão olímpico | |||||||||||||
Atletismo | |||||||||||||
Modalidade | 100 m | ||||||||||||
Nascimento | 10 de setembro de 1946 Dumas, Estados Unidos | ||||||||||||
Nacionalidade | norte-americano | ||||||||||||
Morte | 3 de junho de 2023 (76 anos) | ||||||||||||
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James "Jim" Ray Hines (Dumas, 10 de setembro de 1946 – 3 de junho de 2023) foi um velocista, jogador de futebol americano e campeão olímpico norte-americano, o primeiro homem a correr oficialmente os 100 m rasos em menos de 10s em cronometragem eletrônica – 9s95 – o que fez na altitude da Cidade do México em 1968.
Jogador de beisebol na adolescência, foi descoberto pelo técnico de atletismo Bobby Morrow – campeão olímpico dos 100 e 200 m em Melbourne 1956[1] – impressionado com sua velocidade e tornou-se um velocista. No campeonato americano de atletismo realizado em Sacramento, Califórnia, em 1968, ele quebrou a barreira dos 10s para os 100 m em cronometragem manual – 9s9 – e marcou 10s3 na cronometragem automática.[1]
Poucos meses depois, nos Jogos Olímpicos da Cidade do México 1968, Hines, um atleta negro, se viu no meio de uma situação tensa, com distúrbios raciais acontecendo nos Estados Unidos e ameaças de boicote pelos integrantes negros da delegação americana, indignados com a ideia de se permitir a oficialmente racista África do Sul de participar dos Jogos e com revelações ligando o então presidente do Comitê Olímpico Internacional Avery Brundage a um clube de golfe racista e antissemita.[2]
Hines disputou a final dos 100 m rasos e venceu com o tempo de 9s89 aparecendo na tela do estádio, depois corrigido para 9s95; o primeiro tempo foi obtido através de um feixe de luz na linha de chegada e o segundo através do processo oficial de fotografia, com filme Polaroid, e divulgado minutos depois. Houve alguma controvérsia de como seu tempo (9s95) na marca eletrônica poderia ser comparada com a cronometragem manual (9s9, sem centésimos). Tempos automáticos disparam instantaneamente com o tiro de largada, enquanto a cronometragem manual depende da reação do ser humano com o cronômetro. Demorou até 1977 para que a cronometragem automática passasse a ser oficialmente exigida para a oficialização de um recorde mundial. Com a mais rápida marca eletrônica até aquele momento no atletismo, o tempo de Hines foi reconhecido como novo recorde mundial.[3] Esta prova dos 100 m na Cidade do México também é significativa por ter sido a primeira na história olímpica em que as medalhas foram todas conquistadas por atletas negros. Dias depois, Hines ajudou a quebrar outro recorde mundial, integrando, com Charles Greene, Mel Pender e Ronnie Ray Smith, o revezamento medalha de ouro dos 4x100 metros, sendo o último com o bastão, que recebeu em terceiro lugar.[1]
Depois de abandonar as pistas, sua velocidade o fez alvo de times de futebol americano e jogou pelo Miami Dolphins e pelo Kansas City Chiefs. Entretanto, apesar de veloz, nunca teve o talento necessário para o esporte como wide receiver, sendo absolutamente medíocre na recepção de passes em velocidade. É considerado pelo site especializado em esportes Deadspin um dos dez piores jogadores da NFL de todos os tempos.[4]
Sua marca para os 100 m permaneceu imbatível por 15 anos, até julho de 1983, quando foi quebrada, também na altitude, pelo também norte-americano Calvin Smith – 9s93.[3]
Hines morreu em 3 de junho de 2023, aos 76 anos.[5]