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Lágrimas na chuva é o monólogo final do androide (replicante) Roy Batty no filme Blade Runner.
Momentos antes de morrer, o replicante Roy Batty disse a Deckard enquanto chovia:[1]
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A forma final do solilóquio foi escrita por Rutger Hauer, que eliminou algumas linhas do script original e colocou all those moments will be lost in time, like tears in rain, pois as do original o parecia que não se encaixavam bem com o tom do filme.
Sidney Perkowitz, escritor de Hollywood Science, elogiou o discurso. "Se há um grande discurso no cinema de ficção científica são as palavras finais de Batty". Também disse que "salienta as características humanas do replicante, misturadas com suas capacidades artificiais".[2]
Jason Vest, em Future Imperfect: Philip K. Dick at the Movies, elogiou a cena. "A interpretação certa de Hauer rouba o fôlego com sua suave evocação de lembranças, experiências e paixões que dirigiram a breve vida de Batty".[3]
Vale lembrar que o estranho monólogo do androide não consta no livro do escritor de ficção científica norte americano, Philip K. Dick.
O livro que inspirou o filme, cujo título original era "Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?" Não apresenta referência às Guerras de Orion, um tema da mitologia clássica e que às vezes surge na ufologia mística. O que poderia apontar para a completa falta de conhecimento da realidade em que estavam inseridos os habitantes da Terra, incluindo o próprio caçador de androides.
Outra referência que aparece neste monólogo é ao "Portal de Tannhäuser" referência provável ao tema básico do poema "Os Portais de Vênus" (http://library.flawlesslogic.com/venus.htm), atribuído a um poeta medieval do Século XIII, com o mesmo nome. O poema refere a existência de um pórtico em algum lugar da atual Alemanha, a um mundo místico, dominado por seres que vivem eternamente, ao modo das fadas, chamado Hürselloch. Pessoas que encontrassem a passagem para não envelheceriam nunca mais, o que condiz com o tema da busca da imortalidade.
O preço a pagar pela imortalidade, segundo Tannhäuser, seria ficar à mercê do poder da rainha das fadas e condenado a uma existência um tanto monótona, razão pela qual o poeta atribui sua própria presumida fuga. O que também condiz com o final da fala do andróide que refere o fato de que "todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva", o que também parece conter uma referência a Mnemósine, segundo a mitologia grega, uma titânide, filha da conjunção de Urano e de Gaia.
O próprio tema "Lágrimas na chuva" parece referir à fonte de água da caverna de Trofônio, que promovia o esquecimento aos mortais. Um tema também ligado à titânide Mnemósine, por tantas vezes invocada pelos poetas da antiga Grécia.