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Mestre do departamento especial (em grego: ἐπὶ τοῦ εἰδικοῦ ; romaniz.: Epi tou eidikou; lit. "encarregado do especial), também conhecido como secretário especial (idikos), ou, do século XI em diante, como logóteta do departamento especial (logothetes tou eidikou), foi um oficial do Império Bizantino que controlou o departamento conhecido como "especial" (eidikon), um tesouro e armazém especial.
A origem do ofício é disputada: o departamento é atestado pela primeira vez no reinado do imperador Teófilo (r. 829–842), mas alguns estudiosos (e.g. R. Guilland) derivam a etimologia do departamento eidikon da palavra idikos, "privado", indicando uma continuação do ofício romano tardio de conde da fortuna privada (em latim: comes rerum privatarum). Esta visão é rejeitada por outros, notadamente J. B. Bury, que vê-o como uma instituição totalmente separada, justapondo o departamento "especial" ao departamento "geral" (genikon), e considera-o como originário nos departamentos militares das prefeituras pretorianas romano tardias. E. Stein, por outro lado, conecta-o à palavra eidos, "vaso", e considerou o departamento especial como um tesouro da receita paga em espécia em vez de moeda.
O departamento especial cumpriu a função dupla de tesouro imperial e armazém. Como tesouro, armazenou vários metais preciosos como prata ou ouro, e foi responsável pelo pagamento dos salários anuais (rogai) dos oficiais de nível senatorial. Como armazém, o departamento controlou as fábricas de Estado produzindo equipamento militar (as fábricas romano tardias) e foi responsável pelo suprimento de materiais necessários para expedições, variando de armas para "velas, cordas, couros, machados, cera, estanho, chumbo, barris" para a frota ou mesmo vestimentas árabes para espiões imperiais. Para expedições nas quais o imperador tomou parte, o mestre acompanhou o exército à frente de seu próprio comboio de bagagem de 46 cavalos de carga carregando tudo, "de sapatos a castiçais", bem como grandes somas em moedas de ouro e prata para o uso do imperador.
O departamento ainda é atestado tão tarde quanto 1081, mas foi provavelmente abolido algum tempo depois; R. Guilland sugere que o logotésio dos ecíacos ("homens do lar") tomou suas funções (cf. logóteta doméstico).
Como todos os chefes de departamentos bizantinos, o mestre tinha alguns oficiais subordinados:
A sede do departamento especial era um edifício especial dentro do Grande Palácio de Constantinopla, que a tradição associa a Constantino, o Grande (r. 306–337). Estava situado entre os grandes muros do Triconco e o Lausíaco, próximo do salão de audiência imperial do Crisotriclino.