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Mieloma múltiplo | |
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Micrografia de um plasmacitoma (coloração H&E) | |
Sinónimos | Mieloma de células plasmática, mielomatose, doença de Kahler |
Especialidade | Hematologia e oncologia |
Sintomas | Dor óssea, hemorragias, infeções frequentes, anemia[1] |
Complicações | Amiloidose, insuficiência renal, sangue espesso[1][2] |
Duração | Crónica[2] |
Causas | Desconhecidas[3] |
Fatores de risco | Alcoolismo, obesidade[4] |
Método de diagnóstico | Análises ao sangue ou à urina, mielograma, exames imagiológicos[5] |
Tratamento | Esteroides, quimioterapia, talidomida, transplante de medula óssea, bifosfonatos, radioterapia[5][2] |
Prognóstico | Taxa de sobrevivência a 5 anos: 49% (EUA)[6] |
Frequência | 488 200 (afetados durante 2015)[7] |
Mortes | 101 100 (2015)[8] |
Classificação e recursos externos | |
CID-11 | e 526287100 XH4XA9 e 2A83.1 |
CID-10 | C90.0 |
CID-9 | 203.0 |
CID-CID-O | 9732/3 |
OMIM | 254500 |
DiseasesDB | 8628 |
MedlinePlus | 000583 |
eMedicine | med/1521 |
MeSH | D009101 |
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Mieloma múltiplo é o cancro dos plasmócitos, um tipo de glóbulos brancos normalmente responsável pela produção de anticorpos.[5] Em muitos casos, nos estádios iniciais da doença não se manifestam sintomas.[1] À medida que a doença avança, os possíveis sintomas são dor óssea, infeções frequentes e anemia.[1] Entre as complicações está a amiloidose.[2]
Desconhece-se a causa da doença.[3] Entre os fatores de risco estão o consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, exposição a radiação, antecedentes familiares e exposição a determinadas substâncias químicas.[4][9][10] O mecanismo subjacente envolve plasmócitos anormais que produzem anticorpos anormais que podem causar insuficiência renal e sangue excessivamente espesso.[1] Os plasmócitos podem também formar uma massa na medula óssea ou tecidos moles.[1] Quando apenas está presente uma massa, a doença é denominada plasmacitoma. Nos casos em existem várias massas é denominada "mieloma múltiplo".[1] Para o diagnóstico de mieloma múltiplo podem ser realizadas análises ao sangue ou à urina para detectar a presença de anticorpos anormais, mielogramas para detectar plasmócitos cancerosos e exames imagiológicos para detectar lesões nos ossos.[5] Em muitos casos verificam-se níveis elevados de cálcio no sangue.[5]
O mieloma múltiplo é tratável, embora seja geralmente incurável.[2] A remissão da doença é possível com esteroides, quimioterapia, talidomida, lenalidomida ou transplante de medula óssea.[2] Em alguns casos podem ser usados bifosfonatos e radioterapia para diminuir a dor das lesões nos ossos.[5][2]
Em 2015, o mieloma múltiplo afetava 488 000 pessoas em todo o mundo e foi a causa de 101 000 mortes.[7][8] Nos Estados Unidos, a doença desenvolve-se em cerca de 6,5 em cada 100 000 pessoas por ano, afetando 0,7% das pessoas em determinado momento da vida.[6] A idade de diagnóstico mais comum são os 61 anos. A doença é mais comum entre homens do que entre mulheres.[5] Sem tratamento, a sobrevivência é em média de sete meses.[2] Com os tratamentos atuais, a sobrevivência é geralmente de 4–5 anos.[2] A taxa de sobrevivência a cinco anos é de cerca de 49%.[6] O termo "mieloma" tem origem no grego myelo-, que significa "medula", e -oma que significa "tumor".[11]
Este artigo não cita fontes confiáveis. (Janeiro de 2018) |
A destruição óssea acentuada ocasionada pelos plasmócitos neoplásicos leva, com freqüência, a dores ósseas, fraturas patológicas, hipercalcemia e anemia.
Podem ocorrer infecções recorrentes, em parte devido à produção diminuída de imunoglobulinas normais, contrastando com o excesso do componente monoclonal anormal.
As imunoglobulinas monoclonais e proteínas de cadeia leve causam dano aos túbulos renais causando proteinúria e hematúria.
A anemia pode ser ocasionada tanto pela infiltração neoplásica da medula óssea quanto pela diminuição dos níveis de eritropoetina em decorrência da insuficiência renal.
Radiculopatia, visão borrosa e dor de cabeça são as complicações neurológicas mais comuns, causadas pelo aumento da viscosidade sanguínea. Outros sintomas incluem confusão mental, perda de controle da bexiga, paralisia das pernas e dor na mãos (síndrome do túnel do carpo). A neuropatia também pode ser um efeito adverso da quimioterapia.
Esta doença em geral desenvolve-se a partir de uma condição pré-maligna assintomática chamada gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI). A GMSI é identificável em cerca de 3% da população acima dos 50 anos. Esta condição evolui para mieloma múltiplo na taxa de cerca de 1% ao ano.[12]
Em alguns pacientes, é identificável uma condição intermediária, também assintomática, porém num estágio pré-maligno mais avançado, denominada mieloma múltiplo smoldering.[13]
Deve-se suspeitar mieloma em pacientes com anemia normocítica, insuficiência renal, dor óssea e calcemia elevada. Exames de imagem pode detectar complicações como deformação óssea. A aspiração da medula óssea com agulha longa para biópsia tem valor prognóstico. Electroforese indica um grande aumento nas imunoglobulinas (gamapatia monoclonal) geralmente IgG ou com menos frequência IgA e IgM. A confirmação diagnóstica é feita buscando as proteínas M ou beta-2-microglobulina, ambas produzidas pelas células do mieloma, e que informam sobre a agressividade do mieloma.[14]
Outros exames de sangue úteis incluem[14]:
O tratamento consiste em quimioterapia, esteroides, imunoterapia, transplante de células-tronco hematopoiéticas e radioterapia. A bioterapia com talidomida, lenalidomida ou pomalidomida tem se tornado muito eficiente na remissão deste tipo de neoplasia. Raramente há cura, sendo o prognóstico frequentemente desfavorável, com sobrevivência de apenas 35% em 5 anos após o começo dos sintomas.[15]
Atualmente, o tratamento do mieloma múltiplo pode ser realizado em uma combinação com várias classes de drogas, tais como: