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Red Sonja | |||||
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Kalidor, a Lenda do Talismã (prt) Guerreiros de Fogo (bra) | |||||
![]() ![]() 1985 • cor • 89 min | |||||
Género | espada e feitiçaria | ||||
Direção | Richard Fleischer | ||||
Produção | Christian Ferry | ||||
Roteiro | George MacDonald Fraser Clive Exton | ||||
Baseado em | Red Sonya de Robert E. Howard Red Sonja de Roy Thomas e Barry Windsor-Smith | ||||
Elenco | Brigitte Nielsen Sandahl Bergman Paul L. Smith Ronald Lacey Arnold Schwarzenegger | ||||
Música | Ennio Morricone | ||||
Cinematografia | Giuseppe Rotunno | ||||
Edição | Frank J. Urioste | ||||
Companhia(s) produtora(s) | Dino De Laurentiis Corporation | ||||
Distribuição | Metro-Goldwyn-Mayer United Artists | ||||
Lançamento | 3 de julho de 1985 | ||||
Idioma | inglês | ||||
Orçamento | US$ 17,9 milhões | ||||
Receita | US$ 6,9 milhões | ||||
Cronologia | |||||
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Red Sonja (bra: Guerreiros de Fogo; prt: Kalidor, a Lenda do Talismã)[1][2] é um filme neerlando-estadunidense de espada e feitiçaria de 1985, dirigido por Richard Fleischer e escrito por Clive Exton e George MacDonald Fraser.[3] Baseado no personagem criado por Robert E. Howard - Red Sonya de Rogatino - que também inspirou a personagem de quadrinhos de mesmo nome.
O filme apresenta Brigitte Nielsen como personagem-título, com Sandahl Bergman, Paul L. Smith, Ronald Lacey e Arnold Schwarzenegger em papéis coadjuvantes.[3] Assim como em Conan, Red Sonja se passa na Era Hiboriana, um tempo pré-histórico fictício retratado anteriormente nos filmes Conan, o Bárbaro (1982) e Conan, o Destruidor (1984).
Foi lançado nos cinemas nos Estados Unidos em 3 de julho de 1985, pela MGM/UA Entertainment Co. Após o lançamento, o filme foi um fracasso comercial e de crítica, arrecadando US$ 6,9 milhões com um orçamento de US$ 17,9 milhões.[4][5] Arnold Schwarzenegger disse em entrevista que Red Sonja é o pior filme que ele já fez.[6]
Em um mundo de barbárie, a rainha Gedren deseja o poder absoluto. Ela invade a cidade de Hablac e mata o guardião de um talismã que lhe dará esse poder. É quando Red Sonja, a irmã do guardião, decide derrubar a rainha com sua espada mágica e com a ajuda de Kalidor, por quem se apaixona. Mas a sua força depende de uma condição: Ela tem que jurar que jamais irá se apaixonar por um homem a não ser se ele for mais forte do que ela.[7]
Uma adaptação cinematográfica de Red Sonja foi anunciada pela primeira vez em 1983, com direção de Ralph Bakshi. A produção foi adiada um ano e Bakshi foi substituído por Richard Fleischer, que também dirigiu a adaptação anterior de Robert E. Howard com Arnold Schwarzenegger - Conan, o Destruidor.[3]
Em Conan, o Bárbaro, Sandahl Bergman interpretou a deuteragonista Valéria, uma ladra e o amor da vida de Conan. Foi oferecido a Bergman o papel de Red Sonja, mas ela recusou, optando por interpretar a vilã - a Rainha Gedren.[8] De Laurentiis se encontrou com a atriz Laurene Landon e pretendia oferecer-lhe o papel de Red Sonja até descobrir que ela estava em um filme anterior chamado Hundra; temendo que fosse muito parecido, De Laurentiis decidiu não lhe dar o papel. Em um episódio de 2015 de The Real Housewives of Beverly Hills, a atriz de novela Eileen Davidson revelou que fez o teste para o papel e na verdade foi vice-campeã de Brigitte Nielsen.[9][10] Demorou quase um ano para De Laurentiis encontrar uma atriz “amazônica” o suficiente para interpretar o personagem titular; ele ainda estava procurando, oito semanas antes da produção programada, quando viu Brigitte Nielsen na capa de uma revista de moda. A jovem de 21 anos, natural de Helsingør, na Dinamarca, estava em Milão para trabalhar como modelo, logo se viu em um avião com destino a Roma e fez um teste de elenco bem-sucedido.[11]
George MacDonald Fraser, que recentemente adaptara Vinte Mil Léguas Submarinas para De Laurentiis, foi contratado para trabalhar no roteiro durante as filmagens.[12] Várias cenas foram filmadas na Itália, ao redor do maciço Gran Sasso (Celano, Campo Felice e Campo Imperatore) e em estúdios em Roma.
A música de Red Sonja foi composta e regida por Ennio Morricone.[13][14]
O filme recebeu avaliações em sua maioria negativas da crítica.[15] O Rotten Tomatoes deu ao filme uma pontuação de 21% com base em 28 avaliações, com o consenso crítico do site afirmando:[16]
"Enfadonho, mal dirigido e mal interpretado, Red Sonja é uma conclusão pouco inspirada para a trilogia bárbara de Schwarzenegger."
No Metacritic o filme tem pontuação de 35% com base nas resenhas de 6 críticos, indicando "críticas geralmente desfavoráveis".[17] Schwarzenegger comentou: "É o pior filme que já fiz." Ele brincou: “Agora digo aos meus filhos que, se eles saírem da linha, serão forçados a assistir Red Sonja dez vezes seguidas."[6] John Grant, autor da entrada do filme em The Encyclopedia of Fantasy (1997), deu a Red Sonja uma crítica negativa, comentando "Moralmente dúbio (o lesbianismo de Gedren é descrito como um de seus atributos malignos) e pior atuado do que as palavras podem explicar, Red Sonja é uma grande vergonha."[18]
O historiador de cinema Leonard Maltin deu ao filme 1,5 de 4 estrelas possíveis. Ele passou a citar o filme como: "Espectacularmente bobo... Embora possa divertir os espectadores juvenis, a maior parte da diversão para os adultos está em decidir quem tem o pior desempenho - Brigitte Nielsen ou Sandahl Bergman. A trilha sonora de Ennio Morricone é muito melhor do que um filme como este merece, assim como os figurinos e cenários de Danilo Donati." Joe Kane, o “Fantasma dos Filmes”, deu ao filme uma crítica ainda pior: 1 em 4 estrelas. Segundo ele, "Enquanto Conan, o Bárbaro, era espada-e-feitiçaria, isso é grunhido-e-gemido: os atores grunhem, enquanto o público geme... Em meio ao tespianismo de madeira, ao alívio cômico redundante e à narrativa desajeitada, o feito mais impressionante de Arnold Schwarzenegger é conseguir ficar fora da tela por mais da metade do tempo de exibição, apesar de ser o mais cotado".
Siskel e Ebert também deram críticas negativas ao filme, embora ambos tenham considerado o filme involuntariamente engraçado. Tanto Gene Siskel quanto Roger Ebert concordaram que o filme foi mal feito, mas continha humor exagerado o suficiente para que pudesse ser concebido como uma paródia; Ebert notou o "diálogo o qual parece que os atores já leram a paródia deste filme na revista Mad". Ambos os críticos riram durante as críticas, principalmente quando Siskel notou a posição estranha da estátua do Buda. Andrea Wright, escrevendo para o Journal of Gender Studies, argumentou que o filme tem uma representação problemática das mulheres, porque a personagem Red Sonja é sexualizada e depende de uma contraparte masculina.[19]
O filme foi indicado a três prêmios Framboesa de Ouro: Pior Atriz, Pior Nova Estrela (Brigitte Nielsen) e Pior Atriz Coadjuvante (Sandahl Bergman). Nielsen venceu na categoria Pior Nova Estrela, compartilhada por sua atuação em Rocky IV.[20]
O filme apresenta a personagem da Marvel Comics, Red Sonja, criada por Roy Thomas e que apareceu pela primeira vez na revista em quadrinhos Conan the Barbarian (# 23) da Marvel em 1973. A personagem foi inspirada em Red Sonya de Rogatino, uma personagem criada por Robert E. Howard aparecendo em seu conto The Shadow of the Vulture (1934).[21] A Marvel Comics publicou uma adaptação em quadrinhos do filme da escritora Louise Simonson e dos artistas Mary Wilshire e Vince Colletta no Marvel Super Special #38.[22] A adaptação também estava disponível como uma série limitada de duas edições.[23]
Um segundo filme de Red Sonja esteva em desenvolvimento há vários anos. Em 2008, Robert Rodriguez e sua produtora Troublemaker Studios estavam trabalhando em uma versão que teria Rose McGowan como personagem-título.[24] Em 2009, no entanto, o projeto de Rodriguez foi cancelado e, em fevereiro de 2010, os detentores dos direitos - Nu Image - estavam avançando com outro novo filme projetado, a ser dirigido por Simon West. O produtor Avi Lerner disse que gostaria de ver Amber Heard no papel de Sonja, depois de ter trabalhado com ela em Drive Angry. Lerner disse que o filme seria rodado antes da sequência de Conan, o Bárbaro.[25] Em agosto de 2012, na estreia de Os Mercenários 2, West disse que o filme estava parado na produção. Em fevereiro de 2015 foi noticiado que Christopher Cosmos havia sido contratado como roteirista do novo filme.[26][27]
Em novembro de 2017, o Deadline informou que a Millennium Films financiaria e produziria um novo filme da Red Sonja com Lerner e Joe Gatta produzindo ao lado de Mark Canton e Courtney Solomon da Cinelou Films e escrito por Ashley Miller.[28][29][30] Em setembro de 2018, o The Hollywood Reporter informou que o estúdio estava de olho em Bryan Singer para dirigir o filme.[31] Em outubro de 2018, Singer foi confirmado para dirigir o filme.[32] Em 11 de fevereiro de 2019, a Millennium Films anunciou que Red Sonja não estava mais em sua lista de filmes, devido às recentes acusações de abuso sexual contra Singer.[33] Em março de 2019, de acordo com um artigo de Charlotte Kirk, Lerner retirou Singer do projeto porque não conseguiu um distribuidor doméstico.[34] Em junho de 2019, Joey Soloway assinou contrato para escrever, dirigir e produzir o filme.[35] Em 26 de fevereiro de 2021, o The Hollywood Reporter anunciou que Tasha Huo escreveria o filme. Em 5 de maio de 2021, a mesma publicação anunciou que Hannah John-Kamen seria escalada como personagem-título.[36] O filme deveria ser filmado em 2022.[37] É relatado que Hannah e Joey deixaram o filme. A Millennium Films escolheu MJ Bassett para escrever e dirigir o filme e abriu uma chamada de elenco por causa disso.[38] Foi anunciado em 2022 que o filme iniciou a produção e que a personagem-título será interpretada por Matilda Lutz.[39][40]