Zomadonu

No mundo de hoje, Zomadonu tornou-se um tema de grande relevância e interesse para pessoas de todas as idades e origens. Desde o seu surgimento, Zomadonu tem captado a atenção da sociedade e gerado debates, reflexões e estudos aprofundados. A importância de Zomadonu reside no seu impacto na vida quotidiana e na sua influência em diferentes aspectos da sociedade. Neste artigo, exploraremos em detalhe o impacto de Zomadonu hoje, analisando as suas implicações e fornecendo uma visão abrangente da sua relevância no mundo moderno.

Zomadonu era um torroçu, filho do arroçu do Reino de Daomé Acabá (r. 1680–16851708).[1] Conta a lenda que Zomadonu, junto de Pelu, torroçu nascido de Agajá (r. 1708–1732) e Adomu, torroçu filho de Tebessú (r. 1732–1775) invadiram Abomei liderando um exército de torroçus matando indiscriminadamente os cidadãos que fugiram apavorados, ficando apenas um homem chamado Abadá Homedovó, que sofria de elefantíase. A vida do homem foi poupada, graças à amizade que ele tinha com Azacá, um torroçu da cidade de Savalu.

Ele foi curado por Zomadonu, e ensinado por ele nos mistérios para se propiciar a boa vontade dos torroçus reais. Após isso, o exército dos temíveis pigmeus monstruosos abandona Abomei, entrando no rio. E com Abadá Homedov começa o culto dos torroçus reais de Abomei, com Zomadonu sendo o principal deles.

Ele é considerado o guardião do bairro real de Abomei e seu humpame principal fica no bairro de Legó.

Na Diáspora, o nome de Zomadonu é conhecido tanto no vodu haitiano, como no Tambor de Mina de Nação Jeje, onde é o patrono do terreiro Casa das Minas, também chamado de Querebentã de Zomadonu (Kwerebentan to Zomadonu) em São Luís Maranhão.

No culto dos voduns praticado no Maranhão, Zomadonu é chamado de Tói Zomadonu. Curiosamente, nesse estado ele não possui características de torroçu, ou seja, deformação física mas manteve a característica de ser o mais importante vodum do Reino do Daomé. No culto dos voduns praticado no Maranhão, Zomadonu ou Tói Zomadonu é considerado "nobre" e pertencente a família de Davice, também chamada de família real, que é chefiada por Nochê Naê, que seria a mãe ancestral e a rainha. Tói Zomadonu também é pai dos voduns Tói Jagorobossú, Tói Apoji e os gêmeos Tói Nagono Toçá e Tói Nagono Tocé. Tói Zomadonu é o primeiro vodum a ser homenageado nos toques de tambor da Casa das Minas.[2]

Referências

  1. Ferretti 1995, p. 102.
  2. Júlia Morim. «Casa das Minas / Querebendã de Zomadônu». basilio.fundaj.gov.br. Consultado em 27 de setembro de 2019 

Bibliografia

  • Ferretti, Sérgio Figueiredo (1995). Querebentã de Zomadônu: etnografia da Casa das Minas do Maranhão. São Luís: EDUFMA