Neste artigo exploraremos o fascinante mundo de Gregos, um tópico que tem chamado a atenção de pessoas de todas as idades e origens. Quer estejamos falando sobre a vida e as conquistas de Gregos, o impacto de Gregos na sociedade contemporânea ou as implicações futuras de Gregos, este tópico certamente gerará debates apaixonados e reflexões de todos os tipos. Ao longo deste artigo, mergulharemos em diferentes aspectos de Gregos, examinando sua importância, desafios e oportunidades potenciais. Não importa qual seja o seu ponto de vista sobre Gregos, temos certeza de que você achará este artigo informativo, divertido e esclarecedor.
Gregos (Έλληνες) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Bandeira da Grécia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Mapa da diáspora grega ao redor do mundo. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
População total | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
14 – 17 milhões (est.) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Regiões com população significativa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Línguas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Grego (Ελληνικά, Elliniká) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Religiões | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Predominantemente a Ortodoxia Grega. Há também minorias de católicos romanos, protestantes, muçulmanos e ateus. |
Tópicos indo-europeus |
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Os gregos ou helenos (em grego: Έλληνες; romaniz.: Éllines; lit. "helenos") são uma nação e um grupo étnico que tem habitado a Grécia desde o século XVII a.C.. Atualmente eles são principalmente encontrados na península grega do sudeste da Europa, nas ilhas gregas e no Chipre.
Colônias e comunidades gregas foram historicamente estabelecidas em vários pontos do Mediterrâneo, mas o povo grego esteve sempre centralizado em torno do mar Egeu, onde a língua grega tem sido falada desde a antiguidade. Até o começo do século XX, estavam uniformemente distribuídos entre a península grega, a costa ocidental da Ásia Menor, Ponto e Constantinopla, regiões coincidentes com a grande extensão das fronteiras do Império Bizantino no final do século XI e as áreas de colonização grega no mundo antigo. Como consequência da Guerra Greco-Turca (1919-1922) em 1923, uma troca populacional em larga escala aconteceu entre a Grécia e a Turquia transferiu e confinou os gregos étnicos quase inteiramente dentro das fronteiras do moderno estado grego, isto é, nas regiões onde grupos de indo-europeus falantes de grego primeiro se estabeleceram por volta de 1 500 a.C., assim como em Chipre. Outras populações de gregos étnicos podem ser encontradas do sul da Itália ao Cáucaso e comunidades dispersas em vários países. Hoje, a grande maioria de gregos pertence, pelo menos nominalmente, à Ortodoxia Grega.[10]
A língua grega tem sido falada na península balcânica por cerca de 3500 anos (e no oeste da Ásia Menor por um pouco menos),[11] e possui uma história literária contínua que faz dela uma dos mais antigos ramos sobreviventes da família de línguas indo-europeias. Dos antigos gregos, os gregos modernos herdaram uma cultura sofisticada e uma língua documentada por quase três milênios.[12] O grego moderno é de forma reconhecível a mesma língua de Atenas sob Péricles no século V a.C. Poucas línguas podem demonstrar tal continuidade.
Os termos usados para definir o que é ser grego tem variado através da história. Pelos padrões ocidentais, o termo "gregos" refere-se tradicionalmente a qualquer falante nativo da língua grega (micênico, bizantino ou grego moderno). Os gregos bizantinos valorizaram a tradição clássica, considerando a si mesmos os herdeiros políticos de Roma e herdeiros étnicos, culturais e literários da antiga Grécia. O uso do antigo termo étnico auto-descritivo "helenos" foi revivido durante a era seguinte aos embates greco-latinos entre o Império Bizantino e os cruzados ocidentais no século XII. O termo ganhou popularidade através de seu uso pelos últimos imperadores bizantinos e por acadêmicos tais como Gemistus Pletho e Ciriaco Pizzicolli. O termo tornou-se claramente comum com o florescimento, no final do século XVIII, da nação-estado e de sua gradual consolidação, mas apenas no começo do século XX o uso popular foi firmemente restabelecido.
Os gregos hoje são uma nação no sentido de um grupo étnico (em grego: έθνος), definido pelo senso de compartilhamento da cultura grega e tendo uma língua materna grega. Todavia, os gregos também são definidos como um geno (γένος, em grego), no sentido de que eles também dividem um ancestral comum. A palavra "grego" também se referia aos habitantes cristãos ortodoxos orientais de Mileto do Império Otomano.
A Grécia se tornou o primeiro país dos Bálcãs a existir como nação-estado independente do Império Otomano. O movimento revolucionário grego formou sua própria definição de ser grego independente da herança cultural bizantina e grega antiga e junto com as influências do nacionalismo ocidental. Isto atraiu a ajuda estrangeira dos amantes da cultura grega.
Os proto-gregos micênicos foram o primeiro povo histórico a chegar à região agora conhecida como Grécia (o extremo sul da península Balcânica), e os primeiros que podem ser considerados gregos etnicamente. Há claros elementos de continuidade cultural durante a Idade das Trevas da Grécia (1 200–800 a.C.) até o advento da Idade Clássica (de 800 a.C. em diante) e o surgimento da pólis e em particular Atenas. Por exemplo, nos poemas épicos de Homero, a Ilíada e a Odisseia - que descreve a épica batalha de Troia — está completamente claro que ele observa os gregos da pré-história como os antepassados da civilização clássica a qual ele pertencia, e Aquiles e Ulisses eram vistos pelos atenienses, da mesma forma que outros, como exemplos básicos do cidadão ideal de uma pólis, da mesma forma que Eneias se tornaria o cidadão ideal de Roma na Eneida de Virgílio.
Estes elementos de auto-identificação por si só constituem claramente continuidade cultural, mas há outros elementos também que solidificam esta ideia: primeiro, a arquitetura micênica mostra influências de outras civilizações do vale, assim como o próprio estilo particular micênico (devido às limitações da geografia da região (ver: geografia da Grécia) que levaria eventualmente à formação da arquitetura clássica grega e da arquitetura helenística, como, por exemplo, as ruínas das colunas de Cnossos que mostram uma versão muito arcaica do estilo dórico de arquitetura tão amplamente usado no período clássico.
A religião é outro fator, com o panteão de deuses micênico refletindo de muitas formas no panteão dos gregos clássicos. Esta influência definiu não apenas a cultura, mas também parte do sistema de valores dos gregos clássicos assim como sua arte. Há também nítida continuidade linguística entre o idioma falado pelos proto-gregos e os vários dialetos da Grécia Clássica. Particularmente, a escrita linear B é nitidamente uma forma arcaica da escrita koiné posterior.
Estes elementos combinados juntos não equivalem a dizer que sejam o mesmo emissor cultural e continuador que os gregos modernos percebem dos períodos clássico, helenístico e bizantino da história grega, mas que todavia constituem o princípio da identidade grega, e a fundação da religião pagã grega, língua, arquitetura e arte.
Heródoto afirma que os atenienses declararam, antes da batalha de Plateias, que eles não atacariam Mardônio, porque em primeiro lugar estavam obrigados a vingar o incêndio da Acrópole, e ainda porque não trairiam seus companheiros gregos, a quem eles estavam ligados por uma língua comum língua comum (em grego: ὁμόγλωσσον; romaniz.: homoglosson; o uso de um dos dialetos da língua grega), o mesmo sangue (em grego: ὅμαιμον; romaniz.: homaimon; descendentes de Heleno, filho de Deucalião), santuários, estátuas e sacrifícios comuns, comparadas ao termo relacionado ao cristão e demótico (em grego: ὁμόθρησκον; romaniz.: omothriskon) e hábitos e costumes comuns.
Tucídides observa que o nome Hélade se difundiu a partir de um vale na Tessália para os povos falantes de grego após os textos de Homero, não muito tempo antes de sua própria época. Isto coloca a opinião no Período Arcaico, quando os gregos descobriram que o mundo era mais amplo, mais rico e mais culto do que eles imaginavam. A guerra de Troia de Homero é, sem dúvida, um conflito entre gregos: os troianos falam grego (apesar de a maioria dos historiadores modernos acreditar que eles eram muito provavelmente um povo da Anatólia, baseados principalmente nas últimas traduções realizadas), têm nomes gregos e adoram os deuses gregos; e Príamo é descendente de Zeus. Os cários são o único povo que Homero considera barbarófonos (barbarophonoi).
Heleno, filho de Deucalião, uniu em um grupo as pequenas tribos que participaram da Liga Anfictiônica, como os eólios, os aqueus e os dóricos.
Por volta do século V a.C., Isócrates, após falar de origens e cultos comuns, disse: "o nome helenos sugere não qualquer raça mas uma sabedoria, e o título helenos é empregado preferencialmente àqueles que compartilham nossa cultura mais do que àqueles que compartilham nosso sangue".[13]
Após o século IV a.C. e a conquista de Alexandre, o Grande do leste, o grego se tornou uma lingua franca de toda a região do Mediterrâneo oriental e era amplamente falada por não-gregos instruídos.
Após a criação do Império Bizantino, a cultura grega se transformou de helênica (paganismo grego) em romana oriental (cultura grega cristã), e a palavra "heleno" passou a ser associada ao passado pagão. Diferenças de nacionalidade ainda existiam no império, mas se tornaram secundárias em referência às considerações religiosas, porque o renovado império usava o cristianismo para manter sua coesão. No entanto, o Império Bizantino foi dominado pelo elemento grego tanto que o imperador Heráclio (r. 610–641) decidiu fazer do grego a língua oficial. A partir de então, as culturas grega e romana foram virtualmente fundidas no oriente. Naquela época, os latinos ocidentais começaram a se referir a Bizâncio como "Império dos Gregos" (Imperium Graecorum).
O nacionalismo grego ressurgiu no século XI dentro de círculos específicos e se tornou mais poderoso após a queda de Constantinopla ante os cruzados da Quarta Cruzada em 1204, e o estabelecimento de vários reinos gregos (como o Império de Niceia e o Despotado de Epiro). Quando o império foi restaurado em 1261, tornou-se essencialmente um estado nacional grego. A adesão aos ritos da ortodoxia grega e à língua grega tornou-se nas características definitivas do povo grego.
Sob o Império Otomano, a religião era a característica determinante dos grupos "nacionais" (milletler), e então os "gregos" (Rumlar) eram definidos pelos otomanos como os membros da Igreja Ortodoxa Grega, sem levar em consideração sua língua ou origem étnica. Reciprocamente, aqueles que adotaram o Islã neste período, eram considerados "turcos", também sem se levar em consideração língua ou origem étnica. Mesmo assim, os gregos sustentavam o conceito autocéfalo segundo o qual eles mantinham sua unidade étnico-religiosa e consistentemente se distinguiam das outras populações cristãs ortodoxas não-gregas. Todavia, alguns gregos como Alexandros Ypsilantis, supunha que populações não-gregas como os moldávios e os valáquios lutassem pela independência grega por pertenceram à Igreja Ortodoxa Grega. Porém, tanto modávios quanto valáquios eram conhecedores de suas identidades não-gregas e se recusaram a contribuir com a causa.
A forte relação entre a identidade nacional grega e a religião ortodoxa grega continuou após a criação do moderno estado grego em 1830, e quando o Tratado de Lausanne foi assinado entre Grécia e Turquia em 1923, os dois países concordaram em usar a religião como o determinante da identidade étnica. Todavia, em muitas considerações importantes, o estado grego se uniu a partir de sua fundação em torno dos princípios seculares. Por exemplo, aos judeus foram garantidos plenos direitos civis em 1830, ano no qual a independência grega foi plenamente reconhecida, assim fazendo da Grécia o segundo estado da Europa (após a França) com uma comunidade judaica emancipada.
Hoje, a profunda integração da Grécia no sistema estratégico ocidental e os efeitos das migrações (tanto a emigração da Grécia nas décadas de 1950 e 1960, como a imigração para a Grécia nos últimos anos) têm levado ao sentimento de multiculturalismo similar àqueles das nações europeias ocidentais.
Através dos séculos, os gregos foram conhecidos por vários nomes, dentre eles:
A história do povo grego é associada diretamente à história da Grécia, de Constantinopla e da Ásia Menor. Durante o domínio otomano da Grécia, vários enclaves gregos em torno do Mediterrâneo foram isolados da nação, notavelmente no sul da Itália, no Cáucaso, na Síria e no Egito. No começo do século XX, cerca da metade de toda população greco-falante estava estabelecida onde hoje é a Turquia.
Durante o século XX, uma grande onda de migração para os Estados Unidos, Austrália, Canadá e vários outros lugares criaram a diáspora grega.
A ligação mais óbvia entre os gregos modernos e antigos é a língua, que tem apreciado uma tradição contínua e documentada de pelo menos desde o século XIV a.C. até os dias atuais, ou seja, cerca de 3400 anos. Não houve uma interrupção como a que ocorreu entre o latim e as modernas línguas românicas e a única língua que também compartilha a mesma continuidade é a chinesa.
Muitos cientistas e acadêmicos modernos (por exemplo, antropólogos como C. Coon e geneticistas como Luigi Luca Cavalli-Sforza) têm apoiado a noção de que há uma conexão racial dominante com os gregos antigos.
Os gregos falam o grego (em grego: ελληνικά; romaniz.: elliniká), uma língua indo-europeia que forma por si mesma um ramo único, embora pareça estar mais proximamente relacionada com o armênio e com as línguas indo-iranianas.[14] A literatura grega tem uma história contínua de aproximadamente 3000 anos, e tem sido escrita com o alfabeto grego desde o século IX a.C.
O grego demonstra várias características linguísticas que são compartilhadas com o romeno, o albanês e o búlgaro, e absorveu várias palavras estrangeiras (principalmente de origem europeia ocidental e turca. Devido ao movimento dos defensores da cultura grega no século XIX na Europa, que enfatizava a herança dos gregos modernos da Grécia Clássica, estas influências estrangeiras foram excluídas do uso oficial através do uso da Katharévussa, uma forma artificial do grego purificado de todas influências e palavras estrangeiras, como a língua oficial do estado grego. Em 1976, no entanto, o parlamento grego aprovou tornar o Dhimotiki, o dialeto moderno de Atenas, a língua oficial, tornando o Katharévussa obsoleto.
Alguns membros da diáspora não conseguem falar a língua grega, mas ainda se consideram gregos por origem étnica ou descendência.
O grego tem uma ampla variedade de dialetos e de níveis variados de inteligibilidade, que adicionados a variante oficial grego moderno padrão (em grego: Κοινή Νεοελληνική; romaniz.: Koiní Neoellinikí), que inclui as variações cipriota, pôntico, capadócio, grico (dialeto grego-calabrês) e tsaconiano (o único representante sobrevivente do antigo grego dórico. O ievânico, também conhecido como romaniota ou judeu-grego, é a língua dos judeus gregos (romaniotas), e sobrevive em pequenas comunidades na Grécia, Estados Unidos (em Nova York) e Israel.
Junto com o grego, muitos gregos na Grécia falam outras línguas. Tais línguas incluem o arvanita, o arromeno (também conhecido como vlach e macedo-romeno), o eslávico (também conhecido como dópia), o russo, o italiano e o turco. Na diáspora, a maioria dos gregos também fala a língua da região onde vivem.
A vasta maioria dos gregos são cristãos ortodoxos orientais, pertencendo à Igreja Ortodoxa Grega. Há também pequenos grupos pertencentes a outras religiões, como a Ellinais que é a religião principal do país. A principal denominação cristã não ortodoxa é a católica romana, e mais recentemente evangélicos e outros grupos protestantes. Desde a época do Império Otomano tem havido uma minoria muçulmana dentro da sociedade grega, e na maior parte de sua história a Grécia tem possuído uma substancial comunidade judaica.
O símbolo mais amplamente usado pelos gregos é a bandeira da Grécia, que exibe nove faixas horizontais da mesma largura alternadamente azuis e brancas representando as nove sílabas do lema nacional grego (em grego: Ελευθερία ή θάνατος; romaniz.: Eleftheria i thanatos; lit. "Liberdade ou morte"), que também era o lema da Guerra da Independência Grega. O quadrado azul no lado superior de hasteamento tem sobre ele uma cruz branca, que representa a Cristandade ortodoxa grega. A bandeira grega também é muito usada pela comunidade grega em Chipre (que tem oficialmente adotado uma bandeira neutra de forma que minimize as tensões étnicas com a minoria turca — ver bandeira do Chipre) e pela minoria grega na Albânia, o que tem levado a confrontos étnicos com a maioria albanesa.
A bandeira pré-1978 (e primeira) da Grécia, que exibe uma cruz branca sobre um fundo azul, é amplamente usada como uma alternativa à bandeira oficial, e elas são muitas vezes hasteadas juntas. O emblema nacional da Grécia exibe um brasão azul com uma cruz branca totalmente cercado por dois ramos de loureiro. Um desenho comum envolve a atual bandeira da Grécia e a bandeira grega pré-1978 com os mastros cruzados e o emblema nacional colocado na frente.
Outro símbolo grego altamente reconhecível e popular é a águia de duas cabeças, o emblema imperial do Império Bizantino e um símbolo comum na Europa oriental. Este símbolo não faz parte da atual bandeira ou do brasão de armas, embora ele esteja oficialmente na insígnia do Exército Grego e na bandeira da Igreja Ortodoxa Grega. Esteve incorporado ao brasão de armas grego entre 1925 e 1926.
Os sobrenomes gregos são em sua maioria patronímicos. Sobrenomes referentes à profissão, características e localização/origem também ocorrem.
Geralmente, os sobrenomes gregos masculinos terminam em -s, que é a terminação grega masculina comum dos substantivos próprios no caso nominativo. Excepcionalmente, alguns terminam em -ou, indicando o caso genitivo desse substantivo próprio por razões patronímicas. Embora os sobrenomes sejam fixos hoje, patronímicos dinâmicos e modificados sobrevivem nos nomes do meio na Grécia onde o genitivo do primeiro nome do pai é geralmente o nome do meio.
Os sobrenomes femininos são na maioria do caso genitivo de um nome masculino. No passado, as mulheres trocavam seus sobrenomes quando casavam para o de seus maridos (novamente no caso genitivo), o que significava a transferência da "dependência" do pai para o marido. Atualmente, as mulheres são obrigadas a manter seu sobrenome paterno por lei (ou em casos muito raros, quando isso é combinado pelos pais antes do casamento, o materno); todavia, e totalmente de forma paradoxal, o caso genitivo ainda é mantido, significando (na maioria das vezes despropositadamente devido à tradição) aquela dependência. O sobrenome do marido pode apenas ser usado de modo não oficial, principalmente por razões sociais.
Alguns sobrenomes são prefixados com papa-, indicando descendência de um padre ou sacerdote. Archi- e mastro- significam "chefe" e "comerciante", respectivamente. Prefixos como konto-, makro- e chondro- descrevem características corporais como "pequeno", "alto/comprido" e "gordo". Gero- e palaio- significam "velho" e "sábio". Outros prefixos incluem hadji-, que era um uma derivação honorífica do árabe Hajj (حج) (peregrinação), e indica que a realizou uma peregrinação (no caso dos cristãos a Jerusalém) e kara-, palavra turca para "negro", com origem no período de dominação otomana.
Os sufixos patronímicos mais comuns são -poulos/-poulou (Peloponeso), -idis-ides/-idou e -iadis/-iadou (uma antiga forma de nome de família ou clã usada nas regiões do mar Negro e da Ásia Menor), -akis/-aki (Creta. Um sufixo diminutivo significando "pequeno". Acredita-se que derive da ocupação turca), -atos/-atou (Cefalônia), -ellis/-elli (Lesbos), -akos/-akou (península Mani - região da Lacônia), -e as/-ea (península Mani - região de Messênia), -oglou (ambos os gêneros) (terminação de raíz turca observada nos imigrantes da Ásia Menor), -anis/-ani (Arcádia). O sufixo -idis é o mais antigo em uso e sobrevive desde a Antiguidade (com frequência transliterado -ides) para epítetos patronímicos. Zeus, por exemplo, era também conhecido como Cronides ("filho de Cronos") e as filhas de Atlas e Pleione como Plêiades.
Um estudo de 2012 realizado com alunos de odontologia da Universidade de Atenas catalogou como preto a cor dos cabelos de 21% dos indivíduos participantes; 32% possuía cabelos castanhos escuros, 36% cabelos castanhos claros ou intermediários e 11% cabelos louros ou castanhos muito claros. O mesmo estudo mostrou também que 57,4% dos participantes possuía olhos castanhos, 28% intermediários (castanhos claros ou cor de avelã) e 14,6% azuis ou verdes.[15]
Outro estudo, este de caráter genético e datado de 2013, buscava mapear a previsibilidade de características fenotípicas (traços físicos como cor dos olhos e cabelos) de indivíduos de etnia grega com base em seu DNA. 9,25% possuía cabelos pretos, 41% castanhos intermediários ou escuros, 38% castanhos claros ou louros escuros, 9,25% cabelos louros e 2,5% cabelos ruivos. A cor dos olhos dividia-se em 76,4% castanhos, 12,6% intermediários e 11% azuis ou verdes.[16]
Alguns eventos históricos chave foram incluídos pelo contexto, mas esta linha do tempo não é destinada a cobrir a história não relacionada às migrações. Há mais informações sobre o contexto destas migrações no artigo História da Grécia.