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As primeiras menções ao conceito de homoafetividade ocorreram em estudos sobre comportamento entre pessoas do mesmo sexo no início do século XXI.[4] A jurista e ativista brasileira pelos direitos homoafetivos,[5]Maria Berenice Dias, foi uma das pioneiras na cunhagem deste termo e na utilização do conceito aplicado ao direito da família, replicando-o posteriormente para outras disciplinas do conhecimento,[6] sendo uma das suas principais preocupações a eliminação da estigmatização de pessoas que mantêm um vínculo amoroso estável e duradouro com alguém do mesmo sexo.[6] Entretanto, em inglês, o neologismo homoaffectional já existia.[7][8]
Em termos semelhantes, mas com abordagens e escopos diferentes, o termo homossocialização é utilizado para a análise e investigação das interações sociais entre pessoas do mesmo gênero. No entanto, a homoafetividade também inclui as interações privadas e íntimas que dois homens ou duas mulheres podem vivenciar. Sob outras interpretações, como em certos estudos de gênero, também é entendido como o apreço e a irmandade (fraternidade ou sororidade) que alguém pode sentir por todas as pessoas de gênero semelhante.[9] As ações homoafetivas entre duas pessoas incluem, por exemplo, abraços, beijos, carícias, dar as mãos e qualquer outra demonstração de afeto, na esfera pública ou privada, independentemente de haver ou não sentido erótico envolvido e da orientação sexual de participantes. Ou seja, é possível que pessoas heterossexuais vivenciem comportamentos homoafetivos sem serem homo ou bissexuais,[10] dependendo de cada contexto e época do grau de tolerância social de cada um desses atos.[11]