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Catedral de São Pedro e São Paulo de Ulaanbaatar | |
Santo padroeiro | Imaculada Conceição[1] |
Ano | 2012 |
População total | 3.000.000 |
Católicos | 835 |
Paróquias | 4 |
Núncio apostólico | Osvaldo Padilla |
Códice | MN |
A Igreja Católica na Mongólia é parte da Igreja Católica, sob a liderança espiritual do Papa e da Cúria Romana. Existem cerca de 760 católicos na Mongólia,[2] que contam com os serviços de três igrejas e uma catedral na capital do país, Ulaanbaatar.[3] O catolicismo foi introduzido na região pela primeira vez no século XIII, durante o Império mongol, mas desapareceu com o final da dinastia Yuan em 1368. Só houve novas atividades missionárias após a Guerra do Ópio, em meados do século XIX. Foi fundada uma missão na Mongólia Exterior, dando a Mongólia sua primera jurisdição católica, mas todo o trabalho evangelizador foi anulada em um ano com a chegada do regime comunista ao poder.
Com a introdução da democracia em 1991, os missionários católicos voltaram ao país e reconstruiram a igreja do zero. No ano seguinte foram retomadas as relações diplomáticas entre a Mongólia e o Vaticano. Em 2006, havia já na Mongólia uma Prefeitura Apostólica, um bispo e três igrejas. O Papa João Paulo II planejou uma visita apostólica à Mongólia que não pôde ser realizada. Atualmente a Igreja Católica na Mongólia presencia uma fase de crescimento após anos de opressão no período comunista.[4]
A Igreja Católica na Mongólia tem raízes antigas, a maioria delas através da China. Missionários como William de Rubruck e Giovanni da Pian del Carpine chegaram à região entre os séculos XIII e XIV graças à tolerância religiosa dos mongóis. É provavel que Giovanni da Montecorvino tenha sido o fundador da primera missão católica em Pequim, sendo também o primeiro bispo de Khanbaliq (Pequim) e autor da tradução do Novo Testamento e dos Salmos.[5]
Em termos administrativos, a jurisdição católica da Mongólia pertenceu à diocese de Pequim entre 1690 e 1838, ano em que a diocese de Liaotung - que compreendia a Manchúria e Mongólia - foi separada da de Pequim. Em 28 de agosto de 1840, o novo Vicariado foi dividido em três Vicariatos Apostólicos: (1) Liaotung e Manchuria, (2) Gansu e (3) Mongólia.[6][7] Em 1883 foi criado um vicariato para a Mongólia Interior e em 1922 foi criada uma missão para a Mongólia Exterior, oferecendo ao território sua primera jurisdição católica. No entanto, o catolicismo seria suprimido com a implantação do regime comunista na Mongólia.[7]
Desde a transição democrática que a nova constituição da Mongólia de 1992 garante a liberdade religiosa. Foram enviados missionários para reconstruir a Igreja Católica no país através da missão sui iuris. A Congregação do Imaculado Coração de Maria foi a encarregada da evangelização e da criação de uma estrutura eclesiástica na Mongólia. Assim, a congregação enviou três sacerdotes - os padres Wenceslao Padilla e Gilbert Salesm vindos das Filipinas, e Robert Goessens, da Bélgica - para levar a cabo esta missão uma vez que o Vaticano havia iniciado as relações diplomáticas com o governo de Ulaanbaatar. Antes de sua chegada, os expatriados haviam sido atendidos por serviços protestantes. Inicialmente, nenhum dos missionários falava mongol e não havia textos litúrgicos católicos escritos em mongol.[8] Em 27 de maio de 1996 foi inaugurada a primeira Igreja Católica em toda a história da região. O ato foi celebrado pelo núncio apostólico do Vaticano na Ásia, o bispo Bulaitis, junto com o padre Padilla, os outros dois missionários, três monges Africanos e 150 paroquianos. O ato foi celebrado em inglês e traduzido em mongol por um intérprete.[9] Em 1997, o arcebispo Giovanni Battista Morandini foi nomeado como o primeiro núncio do Vaticano na Mongólia.[10][11] A catedral de São Pedro e São Paulo de Ulaanbaatar foi construída em 2003 inspirada nos tradicionais ger, tendas circulares e com revestimentos espessos de feltro.[12]
Em 23 de agosto de 2003, o cardeal Crescenzio Sepe, chefe da Congregação para a Evangelização dos Povos, chegou ao país para consagrar o padre Padilla como o primeiro bispo da Mongólia e consagrar a catedral na capital. O papa João Paulo II desculpou-se publicamente por não poder ter viajado pessoalmente para consagrar o bispo, já que havia planejado uma visita a Mongólia - que seria a primeira visita papal ao país.[13] Quando o presidente da Mongólia visitou o Vaticano em 2000, convidou o Papa João Paulo II para uma visita à Mongólia, mas seu precário estado de saúde impediria que essa viagem chegasse a ser realizada.[14] Em 17 de junho de 2004, João Paulo II nomeou o monsenhor Emil Paul Tscherrig como novo Núncio Apostólico na Mongólia e Coreia.[15] Em 20 de dezembro de 2004 o monsenhor Paul Tscherrig realizou sua primera visita à Mongólia, onde presidiu a uma celebração na consagração da Catedral de São Pedro e São Paulo de Ulaanbaatar.[16] No funeral de João Paulo II, Radnaabazaryn Altangerel participou representando a Mongólia, juntamente com o Secretário de Estado de Assuntos Exteriores, e dois acompanhantes.[17]
Na Mongólia há mais de 60 missionários de vários países dando apoio à Igreja, e quatro paróquias em funcionamento.[3] Em meados de 2004 foi publicado um livro de orações e um catecismo em mongol, escrito de forma vertical, a forma da escrita tradicional na Mongólia.[18] Também foi pedido a criação de um calendário católico na Mongólia.[5] Desde a queda do regime comunista, o influxo de missionários cristãos tem sido notável.[19]
A missão conta com um jardim de infância, aulas de inglês, uma escola técnica, a realização de refeições comunitárias, duas fazendas e um centro de atendimento para 120 crianças com deficiência.[20][21] Também é oferecido um curso educativo para reduzir a violência contra as mulheres, prestando formação sobre como agir em situações de agressão.[22] As crianças mongóis cujos pais não podem pagar uma escola regular podem frequentar as "Escolas de São Paulo" em Ulaanbaatar e Zuunmod.[3]
O Centro de Assistência de Ulaanbaatar também auxilia crianças de rua. No Centro, os medicamentos são doados pela população ou pelas embaixadas. O centro apoia também o tratamento odontológico. As estatísticas demonstram que há milhares de crianças de rua na Mongólia, mas não há números precisos quanto aos adultos sem-teto. Na Mongólia, onde o clima é subpolar e imensas pessoas procuram abrigo em bueiros e galerias subterrâneas para escapar ao frio, a Igreja Católica possui métodos de auxílio a essas pessoas. Nas palavras do padre Gilbert Sales:[21]
“ | "A Igreja Católica se tornou muito conhecida por aqui por seu trabalho com pessoas de rua." | ” |
O Natal não é um feriado no país já que o número de cristãos na Mongólia é muito reduzido.[23] Em 2007 foi fundada uma quarta paróquia em Darhan, a segunda cidade mais populosa do país.[3] Em 2008, Enkh-Baatar tornou-se o primeiro mongol a entrar em um seminário com o objetivo de se tornar padre.[24]