Neste artigo, exploraremos em profundidade o tema Deus das lacunas e seu impacto em nossa sociedade atual. Analisaremos as diversas perspectivas e opiniões que existem em torno de Deus das lacunas, bem como a sua relevância em diferentes contextos. Além disso, examinaremos os fatores históricos e culturais que contribuíram para a evolução de Deus das lacunas ao longo do tempo. Através desta análise detalhada, procuramos fornecer uma visão holística de Deus das lacunas, com o objetivo de melhor compreender a sua importância e papel no mundo contemporâneo.
![]() | As referências deste artigo necessitam de formatação. (Março de 2023) |
Parte da série sobre o |
Ateísmo |
---|
![]() |
Deus das lacunas é uma falácia lógica e uma versão teológica do argumento da ignorância. Caracteriza-se por responder questões ainda sem solução com explicações, muitas vezes, sobrenaturais, que não podem ser averiguadas. Sendo sobrenaturais as respostas para as questões em aberto, provar-se-ia a existência de fatos que não podem ser entendidos pelo homem. Nessa falácia, ignora-se a realidade e apela-se para uma explicação irracional.[1]
O termo "deus das lacunas" remonta a Henry Drummond, evangelista escocês do século XIX. Ele dizia que os cristãos não podiam apontar à ciência fatos de cujas explicações ainda eram desconhecidas para tentar provar a existência de Deus. Afirmava que as explicações que estavam faltando, as lacunas, preencher-se-iam com Deus. Dizia que Deus era muito mais do que o "ocasional operador de milagres".[2][3]
No século XX Dietrich Bonhoeffer expressa um conceito similar por meio de cartas que escreveu durante a sua prisão por nazistas na Segunda Guerra Mundial, cartas cuja revelação deu-se mais tarde. Bonhoeffer dizia que usar Deus para tapar a nossa incompletude de conhecimento é algo muito errado. Ele resumiu seu pensamento na frase: "vamos encontrar Deus no que nós conhecemos, não no que nós desconhecemos".[4]
O termo ganhou amplitude quando foi usado no livro Ciência e Fé Cristã de 1955 por Charles Coulson, em que dizia que "não há 'Deus das lacunas' para assumir esses espaços em que a ciência falha e a razão é que essas lacunas diminuem de tamanho".[5]
O termo foi usado novamente em um livro de 1971 e em um artigo de 1978 por Richard Bube. Ele elaborou o conceito de deus das lacunas de forma mais detalhada. Bube atribuiu as crises modernas da fé religiosa à diminuição do deus das lacunas com o progresso do conhecimento científico. Bube afirmou que A Origem das Espécies de Charles Darwin foi a sentença de morte ao deus das lacunas, eliminando-as quase que por completo.[6]
O termo deus das lacunas é, por vezes, utilizado para descrever a tentativa de fazer explicações religiosas com argumentos que ainda não podem ser testados pela ciência.
Pode ser explicado pela tentativa de explicar deus com argumentos não-válidos para a ciência.