Este artigo abordará o tema Richard Feynman, que tem gerado grande interesse e polêmica nos últimos tempos. Richard Feynman é um tema que tem captado a atenção de especialistas, académicos e do público em geral, pela sua relevância e impacto em diversos aspectos da vida quotidiana. Através de uma análise detalhada, serão exploradas as implicações, desafios e possíveis soluções relacionadas com Richard Feynman, com o objetivo de oferecer uma perspectiva completa e equilibrada sobre este tema. Além disso, serão apresentados diferentes pontos de vista e discussões que surgiram em torno de Richard Feynman, a fim de proporcionar ao leitor uma visão ampla e enriquecedora deste tema.
Adicionalmente a seus trabalhos sobre física teórica, Feynman foi pioneiro na área de computação quântica, introduzindo o conceito de nanotecnologia, no encontro anual da Sociedade Americana de Física, em 29 de dezembro de 1959, em sua palestra sobre o controle e manipulação da matéria em escala atômica. Defendeu a hipótese de que não existe qualquer obstáculo teórico à construção de pequenos dispositivos compostos por elementos muito pequenos, no limite atômico, nem mesmo o princípio da incerteza.
Torna-se professor da Universidade de Cornell e em seguida do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), onde atuou como professor por 35 anos e ministrou 34 cursos, sendo 25 deles cursos de pós graduação avançados, os demais cursos eram, basicamente, introdutórios de pós graduação, salvo o curso de iniciação à física ministrado para alunos dos 1° e 2° anos durante os anos de 1961-1962 e 1962-1963, cursos que originaram uma de suas mais conceituadas obras, o Feynman Lectures on Physics publicado originalmente em 1963. Dois anos depois, em 1965, Feynman recebeu o Nobel de Física por seu trabalho na eletrodinâmica quântica. Além disso, foi um dos primeiros cientistas a propor a ideia de computação quântica[4] e participou da comissão que investigara o acidente do ônibus espacialChallenger, ocorrida em 28 de janeiro de 1986.[5]
Morte
Feynman tinha duas formas raras de câncer, liposarcoma (linfoma) e macroglobulinemia de Waldenström, morrendo logo após uma última tentativa de cirurgia em 15 de fevereiro, 1988, aos 69 anos de idade. Suas últimas palavras foram registradas como: "Eu odiaria morrer duas vezes. É tão tedioso."
Na década de 1950, Feynman trabalhou na teoria das interações fracas, e nos anos 1960, ele trabalhou na teoria das interações fortes. Durante uma de suas famosas conferências em Caltech nos 1960s,[6] Feynman concluiu que devido à dilatação do tempo, o núcleo da terra é realmente mais novo do que sua crosta, uma diferença que sugeria provavelmente "um ou dois dias".[7] Esse "fato" foi citado em vários artigos de outros físicos - e até mesmo em manuais universitários,[8] mas ninguém se preocupou em investigar se a estimativa de Feynman era realmente verdadeira.[9] Uma equipe de físicos da Dinamarca descobriu que, desde que nosso planeta veio à existência, o tempo no núcleo tem ficado atrás do tempo na superfície por frações de segundo, em torno de 0,0000000003 de segundo, ao longo da vida da Terra acumulou-se a uma diferença de idade de 1,5 anos. Quando as diferenças de densidade do núcleo e da superfície foram consideradas, esta diferença de idade foi ajustada para 2,5 anos.[10]
Experiência no Brasil
No começo da década de 1950, Feynman se interessa pela América do Sul e foi lecionar como convidado de Jayme Tiomno no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no Rio de Janeiro.[11] Entre 1951 e 1952, Feynman passou vários meses no Brasil e sua estada é relatada no capítulo "O americano, outra vez!" do seu Livro “O senhor está brincando, Sr. Feynman!”. Entre outros assuntos descreve sua divertida experiência com o povo brasileiro, com a língua portuguesa e com a música (percussão e samba). No final do capítulo se utilizou da experiência que teve com seus alunos e suas falhas durante o aprendizado para fazer uma crítica ao método de aprendizado por meio da memorização mecânica em vez de usar o raciocínio.[12][13]
Livro: "O senhor está brincando, Sr. Feynman!"; Richard P. Feynman; tradução do original em inglês, "Surely You're Joking, Mr. Feynman!", publicado no Brasil pela Editora Elsevier; Rio de Janeiro; 2006.
Livro: "O Arco-iris de Feynman"; Leonard Mlodinow, publicado no Brasil pela Editora Sextante; 2005
Livro: "Física em 12 Lições: Fáceis e Não tão Fáceis"; Richard P. Feynman.
Em Portugal, escritos por Richard Feynman
Livro: "O que é uma lei física?", Gradiva.
Livro: "Uma tarde com o senhor Feynman", Gradiva.
Livro: "O prazer da descoberta", Gradiva.
Livro: "O Significado de Tudo", Gradiva.
Livro: "QED", Gradiva.
Livro: "Nem sempre a brincar, Sr. Feynman", Gradiva.
Livro: "Deve estar a brincar, Sr. Feynman!", Gradiva.
↑The young centre of the Earth por Ulrik I. Uggerhoj, Rune E. Mikkelsen e Jan Faye, publicado pelo Journal Eur.J.Phys. vol. 37, 035602 (2016) - DOI: 10.1088/0143-0807/37/3/035602 ( arXiv:1604.05507 )
↑Baretta, Giulia; de Carvalho Botega, Luiz Fernando; Bazzo, Walter Antonio; Teixeira do Vale Pereira, Luiz (2011). «O senhor Feynman não estava brincando: A educação tecnológica brasileira»(PDF). COBENGE. CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA-COBENGE, XXXIX. Consultado em 13 de setembro de 2021 !CS1 manut: número-autores (link)